Globo não vê nada demais no funeral tucano

"A mídia amiga dos tucanos passa pano tratando o megavexame, verdadeiro funeral do partido, como a coisa mais natural do mundo. A Globo e suas irmãs siamesas seguem dando espaços generosos às prévias tucanas, absolutamente desproporcionais à relevância atual do partido", escreve Bepe Damasco

www.brasil247.com - Eduardo Leite, Arthur Virgílio e João Doria
Eduardo Leite, Arthur Virgílio e João Doria (Foto: PSDB/Divulgação)


Nascido de uma costela do antigo PMDB, o PSDB de Franco Montoro e Mário Covas tinha o objetivo de galvanizar o sentimento social-democrata de uma parcela minoritária da classe média brasileira.

Até que tentou, em 1989, na campanha presidencial de Covas, ao mesclar um discurso que combinava compromisso democrático com alguma preocupação social.

Mas na reta final da campanha, o candidato tucano passou a defender um “choque de capitalismo” para o Brasil, o que já fornecia pistas para sua guinada inexorável para a direita em breve.

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O partido acabou indo de malas e bagagens para o conservadorismo depois que o PT cresceu tanto que atraiu até o público alvo dos tucanos. O PSDB, então, vira o partido predileto da elite mais mesquinha, predadora e antipopular do planeta.

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Os oito anos de FHC mostraram a adesão total do partido ao receituário neoliberal, com base em privatizações selvagens, desregulamentação acelerada e abertura escancarada da economia. E tome desemprego e aumento da desigualdade social. A dívida pública foi multiplicada por dez e o país quebrou três vezes, indo bater na porta do FMI.

Não tardaria para o PSDB  aderir a uma oposição sectária e abertamente contrária aos interesses populares durante os governos de Lula e Dilma. As derrotas consecutivas para o PT fizeram com que os tucanos mandassem às favas também suas convicções democráticas.

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Logo passariam a atuar na linha de frente do golpe contra Dilma Rousseff e a apoiar a caçada e a prisão ilegal de Lula.

Hoje, pendurado na broxa de São Paulo, estado que governa há quase 20 anos, já que se tornou insignificante no cenário nacional, o PSDB, que obteve 5% dos votos na última eleição presidencial, se imola a céu aberto.

Nem uma miserável prévia com três candidatos, coisa que qualquer empresa modesta de tecnologia da informação é capaz de dar conta, o PSDB consegue realizar.

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E a mídia amiga dos tucanos passa pano tratando o megavexame, verdadeiro funeral do partido, como a coisa mais natural do mundo. A  Globo e suas irmãs siamesas seguem dando espaços generosos às prévias tucanas, absolutamente desproporcionais à relevância atual do partido.

Tudo para saber quem será o candidato que obterá 5% dos votos.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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