Globo tem orgasmos com o depoimento de Duque

Todo mundo sabe que a Globo está empenhada em tirar Lula da vida pública e colocá-lo na cadeia, usando para isso o juiz Sergio Moro, que transformou em celebridade e até lhe deu prêmios

Protesters, social movements and activists of the Workers Party, do protest against the impeachment of the President of Brazil Dilma Rousseff in the city center of São Paulo. April 17, 2016.
Protesters, social movements and activists of the Workers Party, do protest against the impeachment of the President of Brazil Dilma Rousseff in the city center of São Paulo. April 17, 2016. (Foto: Ribamar Fonseca)
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A Globo parece ter tido orgasmos ao exibir, no Jornal Nacional, trechos do depoimento de Renato Duque, que insinuou que Lula sabia do esquema de propinas na Petrobrás e seria o seu comandante. Em nenhum momento ele afirmou que o ex-presidente recebera algum dinheiro ou negociado alguma propina. Revelando enorme dificuldade para envolver Lula, gaguejando e hesitando na escolha das palavras, a sua frase mais contundente, na opinião da Globo, foi: “Ficou claro para mim que ele sabia de tudo e comandava o esquema”. “Ficou claro” não passa de uma suposição sem nenhum valor jurídico. Pode-se dizer, também, utilizando-se o mesmo artifício, que ficou claro,  para os que assistiram o depoimento, que o ex-diretor da Petrobrás seguiu roteiro previamente traçado pela Lava-Jato para incriminar o líder petista, em troca da  liberdade. 

Na verdade, ninguém precisa ser muito inteligente para perceber que esses depoimentos, sob encomenda, seriam parte da estratégia do juiz Sergio Moro para fragilizar Lula, cujo depoimento, antes marcado para o dia 3 deste mês, foi adiado para o dia 10, quarta-feira, dando tempo para as armações. Ao mesmo tempo em que a força-tarefa da Lava-Jato se prepara para o grande acontecimento da sua história – o interrogatório de um ex-presidente da República por um juiz de primeira instância obcecado em prendê-lo – os seus adversários se mobilizam para hostiliza-lo, inclusive espalhando outdoors  em Curitiba, prenunciando a possibilidade de um grave conflito com os partidários de Lula, que pretendem apoiá-lo ocupando as ruas próximas da sede da Justiça Federal.  Se houver violência com vítimas não será difícil identificar os responsáveis: são aqueles que armaram o circo para vê-lo pegar fogo. 

Não é segredo para ninguém que a Operação Lava-Jato teve, desde o inicio, o objetivo de destruir o PT e impedir Lula de voltar ao Palácio do Planalto. O combate à corrupção foi só um pretexto simpático à população. Mas depois de mais de dois anos de investigação, período em que viraram do avesso a vida de Lula e de seus familiares, até hoje não conseguiram encontrar nada, absolutamente nada, que incrimine o ex-presidente operário. Por último, tentaram acusa-lo de beneficiar-se com obras no tríplex do Guarujá e no sitio de Atibaia, mesmo sabendo que os imóveis não lhe pertencem. Mais de 70 testemunhas arroladas já inocentaram Lula, mas ainda assim eles insistem, mesmo sem nenhuma prova, que os imóveis são dele, pretendendo incriminá-lo de qualquer maneira. Como isso não deu certo, partem agora em busca de novos depoimentos combinados para, finalmente, enquadrar o líder petista. O fracasso, porém, é inevitável, pois faltam provas para respaldar as insinuações.

Todo mundo sabe que a Globo está empenhada em tirar Lula da vida pública e colocá-lo na cadeia, usando para isso o juiz Sergio Moro, que transformou em celebridade e até lhe deu prêmios. A emissora ainda tem forte influência sobre o povo, mas apenas os imbecilizados por ela ainda acreditam em seu noticiário. Ela vem perdendo credibilidade e, por isso, tem sido hostilizada em todas as manifestações de rua. Os Marinho, no entanto, não vão desistir facilmente de destruir Lula, porque estão conscientes do mal que fazem ao país, apoiando o golpe e o governo Temer, e, também,  a perseguição ao  ex-presidente operário. Sabem, portanto,   que a sua sobrevivência como poderoso grupo de comunicação dependerá do alijamento dele, Lula, do cenário político. Como disse o Cristo: “A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória”. Mais cedo ou mais tarde, porém,  eles terão de colher os males, inclusive o ódio, que plantaram.

O Brasil, que era um país reconhecido internacionalmente pela fraternidade do seu povo, hoje está contaminado pelo ódio disseminado pela mídia e pelas redes sociais. Demonstrações de ódio são vistas, quase todos os dias, feitas por pessoas que, lamentavelmente, se deixaram   influenciar pelo noticiário tendencioso e pelas mentiras espalhadas na internet. Dá pena ver pessoas, completamente alucinadas, insultando os semelhantes e tentando agredi-los fisicamente apenas porque não concordam com elas. São homens e mulheres que saem de suas casas,  como se não tivessem coisa melhor para fazer, para hostilizar os outros, a exemplo do que aconteceu recentemente com o ex-ministro José Dirceu, cujo endereço em Brasilia foi criminosamente divulgado pelo Correio Braziliense. Se pudessem, eles o teriam linchado, tamanho o ódio, absurdo e inexplicável,  que revelaram. Afinal, por que tanto ódio? Obviamente foram envenenados pela mídia e pelas redes sociais. Coitados!

Diante da bestialidade dos que se deixaram envenenar pelo ódio, que é destilado até nas postagens, verdadeiros animais irracionais, fica difícil prever o que poderá acontecer dia 10 em Curitiba. Há quem acredite, inclusive,  na possibilidade de deflagração de uma guerra civil, o que pode ensejar uma intervenção militar, com todas as suas consequências danosas para a democracia. Se tal acontecer, os principais responsáveis são a Globo e o juiz Sergio Moro, que não se mostram nem um pouco preocupados com o destino do país. Afinal, os militares não estão alheios ao que se passa no território nacional. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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