Golpe começa a perder força

O posicionamento do ministro do STF Marco Aurélio Mello, hoje, dizendo "Ela [Dilma] tem razão, impeachment sem crime é golpe" começa a colocar água na fogueira inquisitorial do golpe de Estado, ora em curso

O deputado que, por (des)ventura, votar pelo impeachment ficará marcado, indelevelmente, na História, como golpista, inconsequente e lesa-pátria, pois terá sido responsável pela destituição de uma presidente legitimamente eleita, sem que esta tivesse cometido qualquer crime.

O posicionamento do ministro do STF Marco Aurélio Mello, hoje, dizendo "Ela [Dilma] tem razão, impeachment sem crime é golpe" começa a colocar água na fogueira inquisitorial do golpe de Estado, ora em curso.

Os incendiários inconsequentes que pretendiam atear fogo ao país ficaram sem seu principal comburente: a violação da Constituição, utilizando-se do falseamento da realidade e de uma flagrante ilegalidade, travestida por um véu transparente e indecoroso de falsa legalidade.

Não havendo crime de responsabilidade, não há motivo para impeachment. E essa garantia nos é dada pela nossa Carta Magna, a lei de todas as leis, o código de todos os códigos: a Constituição do país.

Os deputados, certamente, desse dia de hoje em diante, pensarão com maior prudência e responsabilidade. Decidirão se querem entrar para a história como golpistas e como agentes de um complô, que terá atirado o país numa conflagração social de consequências imprevisíveis e deletérias - com derramamento de sangue e mortes, tão previsíveis quanto desnecessárias e deploráveis.

Quero acreditar que os nobres parlamentares optarão em dar uma resposta consequente e, sobretudo, dentro da legalidade e da normalidade democrática, refutando, cabal e peremptoriamente um golpe que, de tão ignominioso, não tem sequer a coragem de dizer o nome: GOLPE.

É preciso que recoloquemos o país nos trilhos da governabilidade e da normalidade democrática.

Para os golpistas e os traidores da pátria, a título de advertência ou refresca-memória, não custa lembrar os versos abaixo, não à toa inscritas no hino da pátria:

"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."

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