Golpe no Brasil gera troca de farpas na reunião da Celac

O Brasil foi o grande ausente da V Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que terminou nesta quarta-feira 25 em Punta Cana; nem Temer nem o chanceler José Serra deram o ar de suas graças, diferentemente da maioria dos países da região; coube ao representante brasileiro, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, subsecretário-geral de América do Sul, Central e Caribe, ouvir e tentar responder às críticas ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e à situação política do país

O Brasil foi o grande ausente da V Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que terminou nesta quarta-feira 25 em Punta Cana; nem Temer nem o chanceler José Serra deram o ar de suas graças, diferentemente da maioria dos países da região; coube ao representante brasileiro, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, subsecretário-geral de América do Sul, Central e Caribe, ouvir e tentar responder às críticas ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e à situação política do país
O Brasil foi o grande ausente da V Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que terminou nesta quarta-feira 25 em Punta Cana; nem Temer nem o chanceler José Serra deram o ar de suas graças, diferentemente da maioria dos países da região; coube ao representante brasileiro, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, subsecretário-geral de América do Sul, Central e Caribe, ouvir e tentar responder às críticas ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e à situação política do país (Foto: Tereza Cruvinel)

O Brasil foi o grande ausente da V Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), que terminou nesta quarta-feira 25 em Punta Cana. Nem Temer nem o chanceler José Serra deram o ar de suas graças, diferentemente da maioria dos países da região, que mandaram presidentes ou ministros das relações exteriores. Coube ao representante brasileiro, embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, Subsecretário-Geral de América do Sul, Central e Caribe, ouvir e tentar responder às críticas ao golpe que derrubou Dilma Rousseff e à situação política do país. 

O presidente cubano Raul Castro foi o mais direto nas críticas ao que chamou de  “golpe de Estado parlamentar e judicial no Brasil”. Antes, o presidente do Equador,  Rafael Correa havia se solidarizado com Lula, Dilma e Cristina Kirchner, que, nas suas palavras, “são líderes históricos que sofrem brutais assédios, num intento de deter o processo de integração em curso”. Lembrou ainda o papel que tiveram no esforço de integração os falecidos presidentes Fidel Castro e Nestor Kirchner.

Paulo Estivallet respondeu agressivamente à fala de Castro, com críticas indiretas ao regime cubano: “Não posso deixar de lamentar a incompreensão, reiterada aqui pelo presidente Raul Castro, em relação ao longo e traumático processo que resultou na destituição da presidente Dilma Rousseff. A democracia é, antes de tudo, o império da lei. A democracia também requer eleições livres e regulares, liberdade de expressão e de organização, e a inexistência de presos políticos”. Ele lembrou que em 2018, a região comemorará os dez anos desde o inédito encontro de líderes latino-americanos e caribenhos, em Salvador (BA), quando foi lançada a  CELAC, e reconheceu a vocação regional para o diálogo e a consolidação da paz. Lembrou ainda que a integração latino-americana é não apenas uma política do governo brasileiro como também um imperativo constitucional. Entretanto, o governo Temer está se lixando tanto para este mandamento constitucional que nem o presidente nem seu chanceler compareceram ao encontro. Talvez para não ouvirem o que Estivallet ouviu.

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