Governo comemora vitória no Senado. Mas combinaram com os russos?

Nno Senado, o problema é maior. Minha avaliação é de que o governo Bolsonaro saiu menor na disputa ao apostar na imprevisibilidade como forma de ganhar na política, bancando parlamentares em busca de luz própria, formando uma base de sustentação difusa e duvidosa para grandes votações, como a reforma da previdência, por exemplo

Governo comemora vitória no Senado. Mas combinaram com os russos?
Governo comemora vitória no Senado. Mas combinaram com os russos? (Foto: Alan Santos - PR)

Tem quem ache que o resultado das eleições das mesas diretoras do Congresso foram bons para o governo Bolsonaro. "Si, ma non troppo". Em tese, somente na Câmara, pois Maia tem acordo em tocar a agenda econômica - mesmo assim, pactuada com os partidos. Já na agenda de costumes, de uma base importante do bolsonarismo, Maia não tem acordo. É aí onde surge um ponto de tensão do governo com a Câmara e que pode atrapalhar a tramitação da agenda econômica.

Já no Senado, o problema é maior. Minha avaliação é de que o governo Bolsonaro saiu menor na disputa ao apostar na imprevisibilidade como forma de ganhar na política, bancando parlamentares em busca de luz própria, formando uma base de sustentação difusa e duvidosa para grandes votações, como a reforma da previdência, por exemplo.

Com isso, elegeram Davi Alcolumbre (DEM-AP) - um Severino Cavalcante 2.0, com apenas um voto além do mínimo (42 votos de 81) - utilizando-o como cavalo de batalha dos que queriam derrubar Renan Calheiros (MDB-AL). E conseguiram a vitória.

Mas, para a agenda ultraliberal de Guedes, podemos considerar uma vitória? Quantos entre os que votaram em Alcolumbre estarão fechados de fato com a agenda econômica? Será que não faltou - como disse o grande mané Garrincha - combinar com os russos?

A ver.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247