Habib

Primeiro grande passo do novo comandante do País será chamar todos os países árabes potencialmente ligados aos Emirados para que tragam os fundos e invistam trilhões de dólares para retirar o gargalo da infraestrutura, de portos, aeroportos, construam ferrovias e liguem Estados e municípios mediante meios eficientes e de grande velocidade

Enganam-se aqueles que pensam que estamos falando de um estabelecimento comercial que apoiou a votação do impeachment, ou desconhecem o significado da expressão árabe.

Expressa "querido" e, nesses dias turbulentos pelos quais atravessamos, a referência feita foi "tchau, querida" e "tchau, querido", mas, quando um libanês assume a Presidência da República, o gesto em si representa um Brasil querido, um povo sem divisão, que procure o bem estar da Nação.

A civilização milenar dos árabes incutiu muitos valores aos seus descendentes espalhados mundo afora, a colônia que vive no Brasil é maior do que a população toda no Líbano, e isso já contando os refugiados sírios vizinhos da guerra.

Acaso tratássemos os valores públicos de forma querida, em hipótese alguma o Brasil viveria momentos tão delicados e de desconfiança generalizada, com perda do rating e um surto avassalador de preços em espiral inflacionária.

Ninguém compreende, o dólar cai e os preços resistem e continuam a subir, os insumos do campo, de modo igual, a maioria das grandes empresas criticando o modelo que não deu certo, muita isenção fiscal que levou ao nada, além de benefícios sociais disparates contra os gastos e a responsabilidade fiscal exigida.

A expectativa em torno do novo governo, que virá no dia 12 de maio, é muito grande, não apenas no Brasil, mas, fundamentalmente, no exterior, haja vista que os investidores estão desanimados com a situação e, por tal razão, retiram os recursos financeiros para aplicação em regiões mais estáveis.

Um primeiro grande passo do novo comandante do País será chamar todos os países árabes potencialmente ligados aos Emirados para que tragam os fundos e invistam trilhões de dólares para retirar o gargalo da infraestrutura, de portos, aeroportos, construam ferrovias e liguem Estados e Municípios mediante meios eficientes e de grande velocidade.

Não podemos viver o sobressalto do "cresce e pulveriza", o futuro sonhado por todos a partir do ano de 2000 experimentou uma década perdida, mas, como afirmou Stiglitz, não podemos nos esquecer das conquistas e avanços permeados pelas classes menos favorecidas e sua participação no consumo.

A realidade é bem diferente, as empresas não conseguem retirar a trava e os grandes shoppings estão paralisados, faltam crédito, confiança e credibilidade, o Brasil foi destratado, esquecido e pisado para um projeto de poder, e não um movimento em razão do crescimento e desenvolvimento.

Nenhum economista acredita em milagres, mas todos são unânimes ao afirmar que um pouco de capacidade produzirá na economia um viés promissor e menos desesperançoso.

A equipe preparada para assumir as rédeas e o comando do gigante Brasil deve ter em mente o que foi feito de errado e quais são as principais mudanças a serem implementadas até final do ano, no desejo de mudanças substanciais em 2017.

Não se discute que o novo Presidente precisará, e muito, arrumar a casa, colocar quase tudo no lugar, participar a população mediante diálogo, o combate sem trégua à inflação e geração de emprego, mas sem tocar no dinheiro público ou aumentar impostos.

A classe média foi literalmente esmagada, a pobre ficou esquecida e a rica diminuiu substancialmente, disso resulta um poder aquisitivo bem menor.

Aposentados e pensionistas, quando recebem em dia, têm rendimentos defasados perante a inflação e o aumento maiúsculo dos preços dos remédios, além de planos de saúde que pagam. Muitos optam por deixar os grandes centros rumo ao interior.

A crise é generalizada e uma das mais graves da história do Brasil.

Que os árabes, acostumados aos grandes desafios e bons negociadores do mercado, possam, agora, trazer um pouco de ânimo e esperança, transformando o cenário atual de um Brasil despedaçado, para que seja um País querido (Habib) que semeie a justiça, a igualdade e, sobretudo, a paz permanente nos brasileiros.

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