Haddad deve liderar uma nova Diretas Já

"O primeiro passo de Haddad deve ser em direção aos eleitores de todos os outros candidatos. Todos – não só Ciro, Marina e Boulos. Somente com os eleitores desses três Haddad não irá a lugar algum. Ele tem que acenar para todos: Alckmin, Amoedo, Daciolo, Meirelles, Álvaro Dias. Todos que não se alinham ao totalitarismo proposto por Bolsonaro", diz o colunista Alex Solnik; "O segundo passo é tirar votos de Bolsonaro, diminuir o seu cacife, mudar a cabeça daqueles eleitores que são Bolsonaro, pero no mucho", afirma; "O terceiro passo é conquistar os que votaram nulo, em branco ou não foram votar"

Haddad deve liderar uma nova Diretas Já
Haddad deve liderar uma nova Diretas Já (Foto: Stuckert)
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Não há mais tempo a perder procurando erros e culpados e sim empregar todas as energias para vencer o inimigo. Inimigo, e não adversário e assim deve ser tratado. O primeiro passo de Haddad deve ser em direção aos eleitores de todos os outros candidatos. Todos – não só Ciro, Marina e Boulos. Somente com os eleitores desses três Haddad não irá a lugar algum. Ele tem que acenar para todos: Alckmin, Amoedo, Daciolo, Meirelles, Álvaro Dias. Todos que não se alinham ao totalitarismo proposto por Bolsonaro.

Os votos desses candidatos somam 24%. Esses 24% transferidos para Haddad garantem sua vitória. Missão quase impossível conquistar todos esses votos, mas o importante é acenar para todos que não se alinharam com Bolsonaro ainda. Mais ou menos como foi na campanha das Diretas Já. Ninguém pediu carteirinha de esquerdista para se engajar nela. A única condição era ser contra a ditadura. Por isso a campanha teve um sucesso estrondoso e levou milhões de pessoas às ruas para exigir eleições livres e diretas para presidente da República.

Agora o mote deve ser o mesmo: venham para o lado de Haddad todos que são contra Bolsonaro. Nem que não sejam de esquerda ou centro-esquerda. Muitos políticos e cidadãos de direita aderiram às Diretas Já porque não queriam mais ditadura. Há direitistas democratas também.

Esse deve ser o primeiro movimento de Haddad: em direção ao Brasil. Agora não é mais PT, não é mais esquerda: as suas propostas têm que unir todo o país contra a maior ameaça à democracia dos últimos trinta anos.

O segundo passo é tirar votos de Bolsonaro, diminuir o seu cacife, mudar a cabeça daqueles eleitores que são Bolsonaro, pero no mucho. Que los hay, los hay. É preciso detectá-los e levar até eles a informação do perigo que esse candidato representa para o seu futuro e o de sua família.

O terceiro passo é conquistar os que votaram nulo, em branco ou não foram votar. Eles somam 30%. Ou mais de 46 milhões de eleitores. Têm que ser chamados à responsabilidade e a somar forças ao lado dos 69% de brasileiros que preferem democracia à ditadura.

Quem sabe como fazer isso são os marqueteiros. O melhor deles e que garantiu várias vitórias do PT não pode, no entanto, trabalhar nessa campanha por expressa decisão do juiz Sérgio Moro, que descobriu aí outra forma de debilitar a campanha petista.

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