Hitler também combatia 'marxismo cultural'

O jornalista Alex Solnik, membro do "jornalistas pela Democracia", alerta em artigo que "o conceito 'marxismo cultural' é inspirado no nazismo e foi utilizado nos Estados Unidos por nacionalistas brancos e negadores do Holocausto, sendo, portanto, uma ideia abertamente antissemita"; "Resta saber se os delírios nazistas vão ficar apenas no campo dos delírios ou se métodos inspirados por eles serão implementados na 'nova era' brasileira", completa o jornalista 

Hitler também combatia 'marxismo cultural'
Hitler também combatia 'marxismo cultural' (Foto: Central Press)

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia-Pessoas que riam, se divertiam e achavam graça e maluquice ao ouvirem ministros do governo, inclusive o chefe, repetirem que se preparam para combater o "marxismo cultural" podem começar a ficar preocupadas.

A pesquisadora de Harvard, Moira Weigel, em entrevista à revista Época, diz que o conceito é inspirado no nazismo e foi utilizado nos Estados Unidos por nacionalistas brancos e negadores do Holocausto, sendo, portanto, uma ideia abertamente antissemita:

"O conceito de marxismo cultural veio da extrema-direita. Era usado, no começo, por nacionalistas brancos e negadores do Holocausto. A teoria, ou teoria da conspiração, do marxismo cultural ecoa direta e deliberadamente uma teoria que Adolf Hitler descreve no livro Minha Luta. Segundo Hitler, com o fracasso do marxismo econômico, os intelectuais judeus estavam tomando a cultura ocidental a fim de destruí-la. Os nazistas chamavam isso de bolchevismo cultural".

É mais uma demonstração de que sua suposta admiração pelos judeus não passa de oportunismo eleitoreiro. Ele admira é os votos dos evangélicos, que resolveram admirar os judeus e exigir que a capital de Israel seja Jerusalém.

Está fresca na lembrança de todos a entrevista que o atual presidente deu ao portal G1 quando ainda era deputado. Circulara, então, um pôster apócrifo no qual ele era caracterizado com o bigode de Hitler.

Questionado se o pôster o ofendia, ele respondeu:

"De maneira nenhuma; me ofenderia se fosse comparado a um gay".

Resta saber se os delírios nazistas vão ficar apenas no campo dos delírios ou se métodos inspirados por eles serão implementados na "nova era" brasileira.

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