Hora de o Brasil ser Brasil

Desde que caiu a ditadura o Brasil não atravessava uma instabilidade política como esta, oriunda da ultrapassagem da legalidade por poderes não-eletivos, que gerou a deterioração de indicadores sociais, sobretudo, dos empregos, base da instabilidade.

Está na ordem do dia recuperar a estabilidade econômica, política, constitucional.

Há quem sonhe com uma refundação do Brasil.

Uns, os supostos 6 milhões que foram às ruas contra o governo, pelo perfil e bandeiras, parecem desejar uma nação intolerante à redução das desigualdades e promoção de direitos aos historicamente marginalizados. Intolerante a tal ponto de expulsarem da Paulista Aécio Neves e Geraldo Alckmin, e louvar lideranças fascistóides como Bolsonaro, ou o juiz que comanda o linchamento da democracia e o esquartejamento da Constituição.

Outros, uma República imaginária moldada à imagem e semelhança de doutrinas de esquerda.

Porém, o que o País realmente precisa é pôr em ação o Pacto Nacional, que substitui o Pacto das Elites com o advento e crescimento do PT e a afirmação de Luiz Inácio Lula da Silva como o maior líder popular de nossa história.

As bases são o Brasil efetivamente nascido da Nova República, que aliou estabilidade da moeda com combinação de crescimento econômico e distribuição de renda.

Nada de extremismos, nem guinadas, mas repôr este Sonho Brasileiro reerguido sobre um processo de retomada de empregos, a partir de medidas factíveis, que não se choquem com a recuperação da capacidade do Estado agir para efetivar o projeto político constituinte, expresso nos Objetivos da Constituição de 1988, como feito desde 2003 e, principalmente, no estouro da crise mundial em 2008 e no intervalo 2012-2014.

Isso transforma ansiedade negativa em ansiedade positiva, reanima a esperança e reestrutura o tecido social.

Por fim, restaurar a legalidade, não apenas escantear qualquer utopia golpista de Impeachment, mas também pôr no lugar constitucional os poderes não-eletivos.

A roda da democracia pode voltar a funcionar e deve juntar as principais forças políticas do País sob a égide do resultado eleitoral de 2014 e, normalizada a nação, deixar 2018 fluir em conformidade com as consciências dos milhões de brasileiros aptos a votar, sob a novidade da proibição do financiamento empresarial de campanha, que é o grande legado deste período em que o Brasil é dirigido por Dilma Rousseff.

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