Impeachment é golpe; eleições já é golpe; Dilma presidente não é golpe. Ponto

A solução para o País sair da crise política é respeitar a Lei, a Constituição, o Estado de Direito, a democracia e a soberania da maioria que se submeteu ao jogo democrático e reelegeu, soberanamente, Dilma Rousseff presidente do Brasil. Apenas isto

Brasília - DF, 19/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Brasília - DF, 19/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR (Foto: Davis Sena Filho)
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O Brasil, este poderoso País de língua portuguesa, que lidera no mundo vários setores e segmentos da economia, bem como terra de uma cultura ampla e diversificada, realmente é uma Nação infeliz e, por que não dizer, azarada. Veja bem, um País que tem uma "elite" mesquinha, tacanha, provinciana, subalterna, subserviente e colonizada não poderia, realmente, ser um lugar de desenvolvimento social e econômico.

Temos, sem sombra de dúvidas, uma das oligarquias mais atrasadas e reacionárias do mundo, porque tal burguesia, proprietária da casa grande, é acima de quaisquer coisas antidemocrática, antirrepublicana e absolutamente antinacionalista. Trata-se, indubitavelmente, de grupos da sociedade brasileira muito ricos; porém, párias da plutocracia internacional, porque há séculos se tornaram os agentes do sub-capitalismo de periferia em termos mundiais.

Quando um cidadão brasileiro começa a observar e a tentar compreender o porquê deste golpe de estado promovido por políticos de direita, servidores públicos que compõem o Judiciário, empresários do mundo rural, como os latifundiários do agronegócios, os capitães de indústria da Fiesp e de suas congêneres espalhadas pelo Brasil, a banca financeira estrangeira e nacional e, principalmente, seus porta-vozes, que atuam e agem como verdadeiros partidos políticos de direita, a liderá-los as Organizações(?) Globo da famiglia Marinho, percebe-se, cristalinamente, que se trata de um golpe.

Golpe fomentado e patrocinado pela plutocracia, que deseja fazer com que o Brasil volte a ser um País governado para poucos privilegiados e, mais do que esta mórbida e plúmbea realidade, retroceda à política do café com leite — à Velha República tão cara à casa grande de São Paulo, mas com verniz de "moderno" ao implementar, se conseguir derrubar do poder a presidente trabalhista, Dilma Rousseff, e, com efeito, impor ao País o projeto neoliberal da direita brasileira derrotado quatro vezes consecutivas por intermédio do voto do povo do Brasil.

O maior símbolo desse amargo, sombrio e tenebroso golpe de estado é o vice-presidente Michel Temer. Mais do que um político da oligarquia brasileira, Temer é, sobretudo, a cara e a alma da casa grande paulista e paulistana. O vice mandatário representa todos os interesses da plutocracia no Brasil, bem como não se faz de rogado, sem quaisquer constrangimentos ou peso de consciência, no que diz respeito a trair e golpear sua companheira de chapa, a quem ele deveria, somente pelo cargo que ocupa, independente de qualquer questão, ser leal ao invés de se tornar um indigno traidor da Pátria e dos 54,5 milhões de votos concedidos à Dilma Rousseff.

Vai ser dessa forma que sua figura vai ser tratada pela História, além de ser visto por todos seus contemporâneos, inclusive os que apoiaram-lhe nesta aventura irresponsável e golpista, como um oportunista e arrivista que não mediu limites e muito menos se importou com as consequências nefastas geradas por um golpe de estado. Temer é o Amigo da Onça! Um ser trágico, porque apesar da traição, é da tragédia brasileira que ele dá sequência à história do Brasil repleta golpes e contragolpes, que transformam esta Nação poderosa em uma eterna terra do porvir, do futuro e da tentativa inócua de se estabelecer perante a comunidade internacional como País desenvolvido, democrático e determinado a ser um lugar que preza o bem-estar social.

Contudo, esqueça! Após 30 anos de democracia, reaparece das sombras draconianas o inefável golpismo brasileiro, agora desta vez com a marca das togas ao invés dos quepes. Triste do país que fica à mercê da ditadura de juízes e de procuradores, ainda mais quando se partidarizam e expressam suas escolhas políticas, geralmente à direita do espectro ideológico.

A burguesia nacional com o apoio de setores estrangeiros, a exemplo de bancos, petroleiras e do governo dos Estados Unidos, que se omite em um silêncio ensurdecedor ao ver tamanha cafajestada retratada de impeachment, está disposta a tomar o poder na mão grande, como se fosse assaltante de pedestres e de bancos. Rasgou a Constituição, deu um pontapé no Estado Democrático de Direito e mandou às favas os 54,5 milhões de votos de brasileiros que exercitaram sua soberania e decidiram eleger, em 2014, Dilma Rousseff, do PT, presidenta da República.

De forma criminosa e completamente autoritária, o PSDB, o DEM, o PMDB e outros partidos sabujos e direitistas estão a realizar conversações no Palácio do Jaburu, o QG do golpe de estado, a ocupá-lo o Amigo da Onça, vulgo Michel Temer. A imprensa corrupta, sonegadora de impostos e historicamente golpista dos magnatas bilionários trata esses "acordos" entre os partidos golpistas como se fosse a coisa mais normal da vida.

Golpistas descarados e canalhas, a repartir o butim do Estado nacional por intermédio de um golpe criminoso, que tem a vergonhosa aquiescência dos juízes aristocráticos de punhos de renda do Supremo Tribunal Federal (STF), a terem ainda, como linha auxiliar do golpe, a Vara do juiz de província e de primeira instância, Sérgio Moro, e seus sequazes da "Liga da Justiça" da "República de Curitiba", que trabalham no MPF como os procuradores do golpe, pois seletivos, partidários, ideologizados, que consideram as corrupções e os financiamentos de campanhas do PSDB e do DEM como algo legal, enquanto as do PT consideradas propinas. Dois pesos, duas medidas.

E sabe por que esta pantomima jurídica e judicial acontece? A resposta é simples: "Porque não vem ao caso", como costuma afirmar o juiz Moro e sua turma de golpe, que, recentemente, engavetaram a lista da Odebrecht onde constam cerca de 300 nomes, sendo que a maioria de demotucanos ou de empresários, lobistas e executivos ligados a essa gente tão proba, honesta e dedicada à Pátria e aos interesses do povo brasileiro, apesar de no passado terem vendido o Brasil, além de deixá-lo de joelhos três vezes perante o FMI e o Bird.

Nada importa para a Justiça ao que parece no que se dispõe a investigar, denunciar, julgar e prender os tucanos corruptos, golpistas e seus aliados de patifarias, e, por conseguinte, criminosos eternamente blindados. Um verdadeiro acinte ou bofetão na cara de quem percebe tão sórdida seletividade em prol dos partidos entreguistas da burguesia.

O juiz Dias Toffoli reclamou pela imprensa mais respeito às instituições. Só que ele deveria perceber que quando um tribunal da importância do STF deixa um ladrão golpista liderar um golpe de estado travestido de legalidade contra uma presidenta honesta e que não cometeu crimes de responsabilidade, quem passar a pedir respeito é o povo brasileiro, principalmente as milhões de pessoas que não votaram no senador tucano Aécio Neves, mas, sim, na trabalhista Dilma Rousseff.

O STF é o principal responsável pelo golpe, pois autorizou a derrubada de quem não cometeu crimes. O Supremo é cúmplice e co-partícipe do golpe de estado promovido por corruptos e ladrões, afinal 120 deputados golpistas respondem a processos criminais, sendo que muitos deles já são réus. Durma-se com um barulho desse. Toffoli deveria sair às ruas e ver a realidade ao invés de reclamar do alto de sua toga em seu confortável gabinete redoma de cristal. Assim fica difícil acreditar na Justiça deste País.

A verdade é somente uma: Impeachment é golpe; outra eleição é golpe; o que não é golpe é a permanência de Dilma como presidente do Brasil. A solução para o País sair da crise política é respeitar a Lei, a Constituição, o Estado de Direito, a democracia e a soberania da maioria que se submeteu ao jogo democrático e reelegeu, soberanamente, Dilma Rousseff presidente do Brasil. Apenas isto. Ponto.

O Partido dos Trabalhadores e seu Governo Trabalhista não devem e não podem aceitar nada que não seja dentro das regras e normas constitucionais e institucionais. Não pode tergiversar. Golpe é inegociável. Não se negocia com golpistas, porque golpistas são como bandidos, e lugar de bandidos é na cadeia. "Eleição já!" de forma alguma. Vitória de golpe bananeiro de direita nem pensar.

A casa grande provinciana é bananeira. O povo, não. Vão ao exterior há 500 anos e não aprenderam nada sobre civilização e civilidade. São os colonizados da periferia do mundo. Querem um País atrasado e humilhado porque assim se ganha mais dinheiro. A casa grande e seus coxinhas de classe média são bárbaros e selvagens. Quando perdem dão golpe. São os artífices da molecagem e da violência. Ficaram mais do que comprovadas essas verdades irrefutáveis.

A esquerda tem de ir às ruas e mostrar que vai ter luta. Lula tem de ocupar os espaços públicos, denunciar e questionar sem dar trégua aos golpistas. Michel Temer e toda a corja golpista que o acompanha não vão governar, porque chefe de um hipotético governo ilegal, ilegítimo e antidemocrático. Temer não vai ter estabilidade política para que tucanos e assemelhados assaltem os cofres do País, junto com a gringada malandra, esperta e praticante contumaz do "esporte" chamado de pirataria. Quem viver verá. Todos às ruas e praças. Outra eleição é golpe. Golpe e golpistas nunca mais! É isso aí.

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