Imprensa não elege presidente. Mas derruba

O jornalista Alex Solnik afirma que "os editoriais refletem o sentimento dos leitores, expresso nas seções de cartas e o humor dos empresários apavorados com a depressão, o que os leva a cancelar anúncios. O que piora o humor dos donos dos jornais"; "Imprensa não elege presidente. Mas derruba", diz ele 

Imprensa não elege presidente. Mas derruba

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia - "Bolsonaro tem se dedicado com afinco a degradar a presidência da República. E não é por ter vestido uma camisa falsificada de time de futebol e chinelos numa reunião de ministros, nem por ter divulgado um vídeo pornográfico para criticar o carnaval. É, sim por ter implodido todas as pontes com o Congresso, por ter imposto ao país uma política externa ditada por um ex-astrólogo que mora nos Estados Unidos. É por ter arruinado o ministério da Educação. A lista é longa. E, pasmem, estamos apenas no quinto mês do governo".

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"Quem mais atrapalha Bolsonaro é Jair Bolsonaro. No fundo, ele não governa porque não sabe governar".

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"Num país onde mais de 70% dos assassinatos são praticados com armas de fogo, essa flexibilização é suicídio".

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"Aqueles que só querem notícias boas não se conformam com a avalanche de más notícias do governo Bolsonaro. A culpa não é de quem divulga, mas de quem produz as más notícias".

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"O sujeito também carrega traços fascistas: sua pregação desmesuradamente fálica acerca de pistolas e virilidades, além de obscena, é mussoliniana".

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"O presidente candidato a ditador ostenta traços de bonapartismo explícito: nele transparecem o desejo incontido de atropelar os outros Poderes e a obsessão de forjar um laço direto com as massas, passando por cima das mediações institucionais".

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"Na função para a qual não tem qualificação alguma e não cessa de prová-lo, Bolsonaro se ocupa em dividir e destruir. O problema do Brasil é ele".

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"Bolsonaro está mais para Oscarito ou Mazzaropi do que para Creonte ou Mussolini".

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"Incapaz de administrar, entrega-se a desvarios sobre as possibilidades do seu governo. Em encontro com governadores do Nordeste prometeu maná".

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"Eleitos na onda de ojeriza à corrupção, Bolsonaro e seus filhos até agora não foram capazes de explicar as relações esquisitas entre a família e um modesto ex-funcionário de gabinete que movimentava quantias vultosas em sua conta, preferindo atacar as instituições encarregadas de investigar o caso".

Os trechos acima não foram extraídos de blogs da oposição e sim de editoriais e de colunistas publicados hoje pelos três maiores jornais do país: O Globo, O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo.

Não se encontra em suas páginas uma linha de elogio ou sequer de concordância com alguma medida ou palavra de Jair Bolsonaro. E não é por apostar no quanto pior melhor. Não é por birra. Não é para ser do contra. É que o governo é mesmo o pior da história.

Os editoriais refletem o sentimento dos leitores, expresso nas seções de cartas e o humor dos empresários apavorados com a depressão, o que os leva a cancelar anúncios. O que piora o humor dos donos dos jornais.

Imprensa não elege presidente. Mas derruba.

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