Institucionalizou-se a barbárie

A cena do assassinato de Pedro, jovem negro de 19 anos, após ser imobilizado e asfixiado na frente de todos por seguranças do Supermercado Extra da Barra da Tijuca (RJ) deixa bem claro o que se tornou o Brasil; Trata-se da institucionalização da barbárie defendida em discurso e plataforma de campanha de presidente, governadores e deputados que venceram o pleito de 2018

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A cena do assassinato de Pedro, jovem negro de 19 anos, após ser imobilizado e asfixiado na frente de todos por seguranças do Supermercado Extra da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, deixa bem claro o que se tornou o Brasil.

Trata-se da institucionalização da barbárie defendida em discurso e plataforma de campanha de presidente, governadores e deputados que venceram o pleito de 2018. E pelo ministro Moro e seu pacote "anticrime", que mesmo sem aprovação do Congresso, já tem pontos com automática adesão, como consta na explicação do Delegado que cuida do caso, onde afirma que o segurança "se excedeu na legítima defesa".

Tal resultado revela os traços autoritários em todos os segmentos da sociedade brasileira, frutos do nosso cruel passado escravocrata, e que ainda produz enormes, inaceitáveis e persistentes desigualdades, privilégios e violências.

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