Intervenção psiquiátrica e literária já!

Pedir intervenção militar, em pleno século XXI é, no mínimo, falta de bom senso. Dói ainda mais ver que grevistas pedem isso! A ingenuidade – para não dizer analfabetismo – é tamanha, que será que eles imaginam que sob o regime militar teriam essa mesma liberdade de expressão? 

Pedir intervenção militar, em pleno século XXI é, no mínimo, falta de bom senso. Dói ainda mais ver que grevistas pedem isso! A ingenuidade – para não dizer analfabetismo – é tamanha, que será que eles imaginam que sob o regime militar teriam essa mesma liberdade de expressão? 
Pedir intervenção militar, em pleno século XXI é, no mínimo, falta de bom senso. Dói ainda mais ver que grevistas pedem isso! A ingenuidade – para não dizer analfabetismo – é tamanha, que será que eles imaginam que sob o regime militar teriam essa mesma liberdade de expressão?  (Foto: Luiz Fernando Padulla)

Pedir intervenção militar, em pleno século XXI é, no mínimo, falta de bom senso. Curiosamente, muitos que vociferam esse pedido são os mesmos que viviam acusando Cuba e Venezuela de terem regimes autoritários. Como explicar isso? Que tipo de patologia afeta o cérebro (?) dessa gente?

Dói ainda mais ver que grevistas pedem isso! A ingenuidade – para não dizer analfabetismo – é tamanha, que será que eles imaginam que sob o regime militar teriam essa mesma liberdade de expressão? Sinceramente, pelas imagens áreas, ficam ainda mais parecidos com baratas defendendo o inseticida...

Esse chamamento é algo extremo, que foge da racionalidade. A falaciosa ideia de que nos regimes militares não existia corrupção precisa ser escancarada. Não só havia, como foi um dos piores períodos em que ela ocorreu. Mas, é claro, se alguém abrisse o bico, era morto – inclusive sob a batuta dos generais. Não cabe mais sequer pensar nesse retrocesso. Romper essas ideias erradas requer um amplo debate e acima de tudo, educação. É de fundamental importância que as escolas sejam fontes de conhecimento inclusive sobre a política. Já pensaram como seria positivo formar cidadãs e cidadãos críticos, cientes da importância de se eleger um deputado e senador, por exemplo? Pararam para pensar que a educação política reduziria significativamente a massa de manobra que dançou ao redor do pato da FIESP e nas micaretas dominicais da Paulista, e hoje não estariam se arrependendo da armadilha que caíram?

Não podemos nos calar diante de tudo isso, por mais que tentem nos censurar nas salas de aula e em nosso ambiente de trabalho. A verdade deve prevalecer sempre. Não permitiremos que essa corja de malfeitores, se aproveitando da crise institucional que plantaram, usurpem da boa-fé de inocentes úteis.

Por mais que um governo – no caso, um desgoverno golpista! – esteja ruim, ainda assim devemos zelar pelos caminhos democráticos para o restabelecimento constitucional. A única saída é pela democracia. Pelo voto soberano do povo. E para quem ainda deseja algum tipo de intervenção, saibam que têm duas opções: intervenção psiquiátrica para os mais raivosos, e a intervenção literária, afinal, a cura passa pela educação.

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