Já repararam? A Lava Jato só avança no PSDB agora, depois que Moro saiu de Curitiba

"A seletividade e o partidarismo do ex-juiz Sergio Moro fica cada dia mais evidente à medida em que avançam as investigações da Lava Jato sobre o PSDB" diz Ricardo Kotscho, do Jornalistas pela Democracia; "Não por coincidência: o muro de proteção dos tucanões de estimação está caindo depois que Moro deixou a República de Curitiba para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro"; "Nem Gilmar Mendes está mais segurando a barra. Os tucanos que se cuidem"

Já repararam? A Lava Jato só avança no PSDB agora, depois que Moro saiu de Curitiba
Já repararam? A Lava Jato só avança no PSDB agora, depois que Moro saiu de Curitiba (Foto: Esq.: Valter Campanato - ABR / Dir.: em cima (Marcelo Camargo - ABR))

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho e para o Jornalistas pela Democracia

A seletividade e o partidarismo do ex-juiz Sergio Moro fica cada dia mais evidente à medida em que avançam as investigações da Lava Jato sobre o PSDB.

Não por coincidência: o muro de proteção dos tucanões de estimação está caindo depois que Moro deixou a República de Curitiba para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro.

Beto Richa, ex-governador tucano do Paraná, está preso, acusado de vários crimes de corrupção.

Paulo Preto, o célebre operador dos tucanos graúdos de São Paulo, também está preso.

Aloyzio Nunes Ferreira, ex-chanceler tucano, foi alvo de buscas e apreensão em seus domicílios, e também está sendo investigado.

Em todas as notícias sobre as novas investigações da Lava Jato envolvendo tucanos, aparece lateralmente o nome do ex-governador José Serra.

Em jogo estão R$ 100 milhões em propinas que Paulo Preto teria guardado num apartamento em São Paulo e outros US$ 100 milhões em contas na Suíça.

Não é pouca coisa. Perto da arca tucana, as reformas do triplex e do sítio que não são de Lula, e o levaram à prisão, não passam de dinheiro de gorjeta.

Implacável com o PT, agora Sergio Moro já mudou de ideia até sobre o caixa 2, que não seria tão grave assim como no tempo em que ele era juiz.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

Em Paris, onde foi participar de uma reunião sobre combate a crimes financeiros, o ex-juiz tentou se explicar:

“Houve uma má interpretação da imprensa. O que eu disse no passado foi que, quando o dinheiro da propina era dirigida ao financiamento ilegal de campanha, era pior do que quando gera enriquecimento ilícito. Caixa dois não é corrupção, é outro crime. Ambos são graves”.

Que maravilha… É só trocar de chapéu que muda completamente o entendimento do herói nacional que está virando suco em Brasília.

Obrigado a fatiar o seu pacote anticrime em três, ele agora vai passar o resto da vida se explicando.

Por falar nisso: será que ele tem notícias do motorista Queiroz e das investigações do Coaf, agora sob o abrigo do Ministério da Justiça?.

O país vive uma crise de cinismo sem precedentes em que as palavras perderam o sentido. Não vale mais o escrito nem o falado.

O que não é fake news agora é crazy news, tudo a mesma sopa.

Nem Gilmar Mendes está mais segurando a barra. Os tucanos que se cuidem.

Vida que segue.

(Conheça e apoie o projeto Jornalistas pela Democracia)

Conheça a TV 247

Mais de Blog

Ao vivo na TV 247 Youtube 247