Jair Bolsonaro e o país preconceituoso que a elite queria de volta

A cada dia que passa vai ficando mais evidente, o despreparo do atual presidente da república, para estar no cargo que ocupa. Chega a ser aberrante, considerar que ele possa terminar o seu mandato. Um pedido de Impeachment contra ele, faz-se urgente, necessário e libertador

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A cada dia que passa vai ficando mais evidente, o despreparo do atual presidente da república, para estar no cargo que ocupa. Chega a ser aberrante, considerar que ele possa terminar o seu mandato. Um pedido de Impeachment contra ele, faz-se urgente, necessário e libertador. Não podemos permitir que esse governo chegue ao extremo da insanidade. O que, ao que tudo indica, é o seu objetivo.

Jair Bolsonaro resolveu legitimar, usando o carimbo da presidência da república, aquilo que ele sempre apregoou em seus discursos e nunca escondeu ser. Racista, homofóbico, machista e fascista. Podemos comprovar isto em sua decisão de mandar retirar do ar, um filme publicitário do Banco do Brasil, onde a diversidade era o tema. A peça mostrava negros, homossexuais e gente da periferia, tendo suas características exaltadas e estimulando um novo perfil de clientes para o Banco. O presidente não gostou nada da ideia. É óbvio!

O conservadorismo  e a hipocrisia de Bolsonaro e de seus cavalheiros da távola quadrada, é tão ultrapassado,que fede. Cheira mal. É um lixo moral, que vive escondido embaixo do tapete que forra o cérebro, de uma gente humanamente tacanha e prosperamente estúpida. Como se não bastasse a censura racista e preconceituosa, o presidente determinou a demissão do diretor de marketing da instituição. Agiu feito um ditador. O que, de fato, ele é. E a vida segue, como se nada estivesse acontecendo.

Quando ainda era Deputado, Bolsonaro costumava dizer que falava o que bem entendesse, porque tinha imunidade parlamentar para isso. Agora, como presidente da república, ele deve estar se sentindo como um deus, cuja palavra é sagrada e irrefutável. E assim, nossa divindade maior segue proferindo suas pérolas e enfeitando o pescoço das ovelhas que o ajudaram a eleger-se. "Quem quiser vir para o Brasil fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias." 

Tal declaração, poderia ser atribuída a Oscar Marone, dono do “Bahamas”, famoso reduto de alívio interior, onde alguns cidadãos de bem buscam algum refúgio em companhia de mulheres, antes de chegarem ao aconchego de seus lares tradicionais, após mais um dia estressante de trabalho.  Ou a qualquer outro dono de prostíbulo ou agenciador, que ganhe a vida com o turismo sexual. Mas, para o espanto daqueles que ainda não perderam a razão, essas palavras saíram da boca do presidente da república. 

Bolsonaro está mais para Síndico de uma zona chamada Brasil, do que para governante de uma das maiores nações do mundo. Eu gostaria de saber, o que as mulheres brasileiras, principalmente aquelas que deram a ele o seu voto, estão sentindo agora, sabendo que o presidente do país sugere que elas são um “produto nacional” e que estão na pista pra negócio? É como se alguém, que quisesse estimular o turismo gastronômico na Bahia, dissesse: “Quem quiser vir aqui comer acarajé, fique a vontade. A Bahia não pode ser um lugar  para se comer chucrute” É surreal demais!

Quem não se escandalizou com essa e com outras declarações dadas pelo atual presidente, pode considerar-se preparado para o fim do mundo e para o reino escatológico que os espera. Como será que os gays que ajudaram-no a se eleger, receberam as palavras de Bolsonaro, dizendo que eles não são de família e não são dignos o suficiente para terem representatividade no país? Como irão reagir, os pretos censurados na propaganda do Banco do Brasil, e que são correntistas da instituição? Está tudo bem? Tudo certo?

Nem na zona mais chinfrim do meretrício, vê-se tamanha humilhação contra aqueles que, com o suor do seu trabalho, mantém o funcionamento do local. 

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