Jogadores do Boa Esporte, que contratou Bruno, são hostilizados pela torcida adversária

Vivemos tempos doentios aonde o dinheiro vem sendo colocado acima da ética, da justiça, do caráter e até mesmo da vida, mas cabe àqueles a quem ainda há o privilégio da sensatez e humanidade, enquanto cidadãos, protegidos pela Constituição Federal, exigir que a guarda de seus direitos seja respeitada 

Vivemos tempos doentios aonde o dinheiro vem sendo colocado acima da ética, da justiça, do caráter e até mesmo da vida, mas cabe àqueles a quem ainda há o privilégio da sensatez e humanidade, enquanto cidadãos, protegidos pela Constituição Federal, exigir que a guarda de seus direitos seja respeitada 
Vivemos tempos doentios aonde o dinheiro vem sendo colocado acima da ética, da justiça, do caráter e até mesmo da vida, mas cabe àqueles a quem ainda há o privilégio da sensatez e humanidade, enquanto cidadãos, protegidos pela Constituição Federal, exigir que a guarda de seus direitos seja respeitada  (Foto: Fátima Miranda)

A contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte Clube continua repercutindo mal, agora no meio futebolístico. O goleiro nem entrou em campo ainda, mas torcedores do Patrocinense já hostilizaram de forma contundente os jogadores do Boa.

A sensatez e a ética mandam seu recado ao Boa Esporte Clube desde as primeiras falas e negociações envolvendo a contratação do goleiro.

Falando por uma grande parcela da sociedade, movimentos que representam vítimas de violência tem se manifestado em voz uníssona, ser contra a contratação do goleiro e querem que ele cumpra toda a sua pena.

Quando são perguntados sobre a questão da ressocialização, todos são unânimes em dizer que nada tem contra a inserção do goleiro no convívio social novamente, mas com uma condição: que o mesmo cumpra sua pena integralmente e que seja reabilitado para exercer outra função, e que essa não lhe renda um destaque tão grande a ponto de suprimir a relevância e hediondez do seu crime, nem o transforme em ídolo, banalizando assim, a importância da vida humana, a qual foi ceifada em um crime brutal e composta de requintes de crueldade onde até o cadáver foi ocultado, impossibilitando à família da vítima o direito de sepultá-lo.

Goleiro Bruno, Boa Esporte, valorização da vida humana e a imagem do futebol. Vale a pena o risco?

Vivemos tempos doentios aonde o dinheiro vem sendo colocado acima da ética, da justiça, do caráter e até mesmo da vida, mas cabe àqueles a quem ainda há o privilégio da sensatez e humanidade, enquanto cidadãos, protegidos pela Constituição Federal, exigir que a guarda de seus direitos seja respeitada pelos operadores do direito, que seja feita justiça em consonância com a Lei, e que o valor do dinheiro não superabunde sobre o valor da vida, essa o bem mais valioso que existe.

Na semana passada, mulheres que protestavam pacificamente no pátio do Boa, foram impedidas de protestarem ali, tendo seu direito de manifestação cerceado, bem como o seu direito de ir e vir, impedidas por policiais e dirigentes do clube, que delimitaram o local onde elas poderiam se manifestar ou não, demonstrando assim uma ditadura velada que não se pode aceitar.

Ao chamar o goleiro de criminoso, a presidente da ONG Vítimas Unidas teve sua fala refutada por um homem, neste sábado (25), uma torcida inteira dentro do estádio ecoou em coro: "TIME DE ASSASSINO!"

Confira no vídeo.

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