Jogando o jogo

A decisão de Facchin foi um lance desesperado da Lava Jato. Provavelmente amanhã a segunda turma do STF vai definir a decisão do Habeas Corpus que tem por objeto a declaração da parcialidade de Sérgio Moro



A decisão de Facchin foi um lance desesperado da Lava Jato. Provavelmente amanhã a segunda turma do STF vai definir a decisão do Habeas Corpus que tem por objeto a declaração da parcialidade de Sérgio Moro. 

Como um time que precisa fazer um gol decisivo e vai todo para a frente no final da partida, chutando de qualquer jeito, Facchin deu um lance com a intenção, aparentemente, de esvaziar o julgamento do HC, que pode ocorrer amanhã. Certamente vai defender que, com a sua decisão de hoje, o de amanhã terá perdido objeto.

Só que, como um time desesperado, ele deixou desguarnecida a defesa. Esqueceu, ou está fazendo uma aposta no imponderável, que sua decisão de hoje ainda terá de ser publicada, que haverá prazo para recorrer (tanto para o Ministério Público como até mesmo para a defesa de Lula, que poderá questionar, via embargos declaratórios, os termos da decisão; e, em tese, pode até discordar da extensão do que foi decidido).

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Portanto, ainda não há "coisa julgada" e haverá tempo suficiente para que a segunda turma julgue e reconheça a parcialidade de Moro, o que também levará à anulação das condenações, só que em maior profundidade, pois não alcançará apenas os "atos decisórios" (as sentenças), mas toda a instrução dos processos.

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No desespero de livrar Moro, Dallagnol e toda corja da OrCrim da Lava Jato do aprofundamento das revelações da operação Spoofing e de um vexame hecatômbico no julgamento do HC da parcialidade, Facchin cedeu os anéis para não perder os dedos. Mas o time está desguarnecido na retaguarda e Gilmar Mendes avança, tabelando com o craque Lewandowski, Kássio Nunes e, aparentemente, até com Carmen Lúcia, que poderá rever seu voto e encerrar o jogo com um golaço espetacular.

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