Lindbergh: Temer e Meirelles cometem estelionato fiscal

"O governo está promovendo uma farsa fiscal e a mídia está endossando. O déficit anunciado de R$ 139 bilhões para o ano que vem será na verdade de R$ 195 bilhões, pois embute uma previsão de receita de R$ 50 bilhões que o governo não apontou onde irá buscar", diz a colunista Tereza Cruivinel, que entrevistou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ);  “Quando a gente vai olhar a despesa, ao invés de  uma redução dos  R$ 170,5 bilhões deste ano, o que enxergamos é uma ampliação para R$ 194 bilhões. Mas na cobertura da imprensa não há nenhum comentário crítico a esta desrespeitosa tentativa de distorcer a realidade e enganar a sociedade. Um verdadeiro estelionato fiscal", diz o senador

"O governo está promovendo uma farsa fiscal e a mídia está endossando. O déficit anunciado de R$ 139 bilhões para o ano que vem será na verdade de R$ 195 bilhões, pois embute uma previsão de receita de R$ 50 bilhões que o governo não apontou onde irá buscar", diz a colunista Tereza Cruivinel, que entrevistou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ);  “Quando a gente vai olhar a despesa, ao invés de  uma redução dos  R$ 170,5 bilhões deste ano, o que enxergamos é uma ampliação para R$ 194 bilhões. Mas na cobertura da imprensa não há nenhum comentário crítico a esta desrespeitosa tentativa de distorcer a realidade e enganar a sociedade. Um verdadeiro estelionato fiscal", diz o senador
"O governo está promovendo uma farsa fiscal e a mídia está endossando. O déficit anunciado de R$ 139 bilhões para o ano que vem será na verdade de R$ 195 bilhões, pois embute uma previsão de receita de R$ 50 bilhões que o governo não apontou onde irá buscar", diz a colunista Tereza Cruivinel, que entrevistou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ);  “Quando a gente vai olhar a despesa, ao invés de  uma redução dos  R$ 170,5 bilhões deste ano, o que enxergamos é uma ampliação para R$ 194 bilhões. Mas na cobertura da imprensa não há nenhum comentário crítico a esta desrespeitosa tentativa de distorcer a realidade e enganar a sociedade. Um verdadeiro estelionato fiscal", diz o senador (Foto: Tereza Cruvinel)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

O governo está promovendo uma farsa fiscal e a mídia está endossando. O déficit anunciado de R$ 139 bilhões para o ano que vem será na verdade de R$ 195 bilhões, pois embute uma previsão de receita de R$ 50 bilhões que o governo não apontou onde irá buscar.  A cobrança foi feita pelo  líder da oposição no Senado, Lindbergh Farias, desafiando o líder do Governo, Aloysio Nunes Ferreira, a reconhecer que o governo está rasgando seu discurso em defesa do ajuste fiscal e do saneamento das contas públicas.

_ Com o golpe, vocês assumiram o governo em nome da responsabilidade fiscal. Agora, estão rasgando este discurso.  Devem assumir a incoerência, Precisam reconhecer que estão ampliando o rombo com este indicador maquiado que nos pedem para incluir na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2017)  - disse o senador .

O líder do governo evitou discutir a composição do número de Meirelles dizendo em aparte que  acha possível um diálogo entre situação e oposição em torno da ideia de não ultrapassar, nos gastos públicos, os limites do que a sociedade se dispõe a gastar.  Este debate ocorrerá, na votação da LDO, e ainda não é clara a disposição do Congresso para acolher o rombo proposto. Lindbergh, ao 247, diz que o governo está cometendo é um verdadeiro estelionato fiscal.

Os principais analistas econômicos da grande mídia estão endossando a narrativa do ministro Henrique Meirelles, de que o governo conseguiu, com grande esforço, reduzir o déficit dos R$ 170,5 bilhões deste ano para R$ 139 bilhões no ano que vem.  Os números, assim como as aparências, enganam.  Ao anunciar o valor do déficit, Meirelles o apresentou como evidência de sucesso no ajuste fiscal, dizendo:  “É um esforço enorme, mostra compromisso, confiança, seriedade e austeridade do governo central do Brasil”. Um número, segundo ele,  destinado a criar na sociedade a certeza de que o País “pode crescer, investir, criar empregos, contratar pessoas com tranquilidade, com confiança de que não haverá no futuro um descontrole de contas e uma dificuldade de solvência do Estado brasileiro”.

"As palavras do ministro são de uma hipocrisia atroz, que não resiste ao menor esforço aritmético", disse Lindberg ao 247. “Quando a gente vai olhar a despesa, ao invés de  uma redução dos  R$ 170,5 bilhões deste ano, o que enxergamos é uma ampliação para R$ 194 bilhões.  Hoje, na cobertura  da imprensa, não há nenhum comentário crítico a esta desrespeitosa tentativa de distorcer a realidade e enganar a sociedade. Um verdadeiro estelionato fiscal."

As piruetas aritméticas do governo com o déficit tentam ainda fortalecer a ideia de que todo o descontrole  é obra do Governo Dilma, embora seja visível a expansão do gasto na era Temer em busca de apoios para consolidar o impeachment.   Ao elevar a previsão de déficit deste ano, dos R$ 96 bilhões projetados pela equipe de Dilma, para os R$ 170,5 bilhões fixados por Meirelles, o governo buscou criar um espaço fiscal para as bondades recentes, como o alívio para a dívida dos estados e os aumentos para setores de elite do funcionalismo. Foram R$ 50 bilhões com os governadores e R$ 25 bilhões com aumentos, despesas que juntas poderiam ter reduzido o déficit para a casa dos R$ 100 bilhões. 

Em verdade, diz Lindbergh, nos quatro primeiros meses do governo Dilma, neste ano,  o deficit estava girando em R$ 5 bilhões. Cresceu  para R$ 96 bilhões quando o governo teve que pagar, à vista, as pedaladas fiscais.  Descontando as pedaladas, o governo Temer é que teria produzido, raciocina o senador,  um rombo de R$ 165 bilhões em apenas oito meses: período entre a posse e o fim do ano fiscal.

Os R$ 55 bilhões de novas receitas embutidos no déficit de R$ 134 bilhões anunciados por Meirelles só podem vir de duas fontes. Privatizações ou aumento de impostos, duas medidas sobre as quais o governo não tem controle. Se tais receitas se frustrarem,  o déficit chegará oficialmente  aos R$ 195 bilhões que o governo, como diz Lindbrgh, está dissimulando.  Hoje Temer recebeu o presidente da CNI, Robson Andrade. Ouviu que o empresariado não aceita mais elevação da carga tributária mas não se comprometeu. Nem pode, depois da previsão de R$ 55 bilhões de receitas novas. Prepare-se o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, apoiador do impeachment, para fazer seu “impostômetro” girar para a direita em breve. Impostos virão,  mas nunca antes de Temer ser efetivado no cargo.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247