Lula não se atemoriza na cadeia e confronta o império e Trump

O que mais impressiona no artigo de Lula escrito ao 247 é sua coragem. Preso político mantido isolado em Curitiba, ele não se atemoriza diante do Império e do imperador de plantão, Donald Trump; enquanto Temer e os golpistas prestam vassalagem de cabeça baixa e o rabo entre as pernas, Lula é a voz altiva e ativa do Brasil, escreve o jornalista Mauro Lopes em sua coluna

Lula não se atemoriza na cadeia e confronta o império e Trump
Lula não se atemoriza na cadeia e confronta o império e Trump

O que mais impressiona no artigo do ex-presidente Lula escrito ao 247 é sua coragem. Preso político mantido isolado em Curitiba, numa solitária, ele não se atemoriza diante do Império e do imperador de plantão, Donald Trump. Enquanto Temer e os golpistas prestam vassalagem de cabeça baixa e o rabo entre as pernas, Lula é a voz altiva e ativa do Brasil -para usar uma expressão de Celso Amorim sobre a diplomacia nos governos do PT a que Lula referiu-se no artigo.

Nada de medo. O artigo é a expressão atualizada da vitória de Lula nas históricas eleições presidenciais de 2002: “a esperança venceu o medo”. Para isso, é preciso confrontar os donos do poder que impõem sofrimento e dor aos mais pobres, aos povos de toda a América Latina.

Lula escreve ao redor da derrota de Trump no caso das prisões de crianças filhas e filhos de migrantes, que foram mantidas separadas dos pais, engaioladas por decisão do governo americano. O governo do golpe, em vez de proteger as crianças brasileira vitimadas por Trump, chegou ao cúmulo de ouvir calado as reprimendas e ameaças do vice-presidente americano, Mike Pence, em pleno território brasileiro.

Escreveu Lula:

“Nos últimos dias, o encontro dessas duas vergonhas políticas produziu um espetáculo grotesco nos dois países.  Nos Estados Unidos, a comoção das imagens e gravações de crianças migrantes chorando por serem isoladas de suas mães.  Em Brasília, um vice oriundo da extrema direita norte-americana, passa um pito no atual ocupante da cadeira presidencial brasileira em termos inaceitáveis: ‘Cuidem de suas crianças’; ‘Chegou a hora de vocês fazerem mais’”. O ex-presidente advertiu: 'Durante nossos governos, em hipótese alguma haveria espaço para a grosseria desse vice norte-americano, ali naquele mesmo Palácio do Planalto'”.

Lula sabe que é vítima de uma trama que articula os interesses das elites locais com os das grandes corporações multinacionais, com destaque para as petroleiras, em especial as empresas dos EUA. Lula sabe que o juiz e os procuradores que o perseguiram e condenaram têm íntima ligação com esses interesses, de quem recebem orientação em constantes viagens ao país de Trump.

Mas nada disso o faz render-se. Ao comentar a foto da revista Time que se tornou o símbolo da truculência de Trump contra as crianças separadas dos pais e mães e encarceradas, Lula foi agudo:

”O olhar do líder empresarial que preside a maior potência militar da história é uma mistura de ironia, insensibilidade e cinismo.”

Em duas frases, o ex-presidente resume a convergência dos interesses privados (do “líder empresarial”) com os do império (“a maior potência militar da história”).

Lula termina o artigo invocando o exemplo de Luther King e Nelson Mandela.

Vai se ombreando a dois dos maiores heróis da história da humanidade.

(aqui a íntegra do artigo)

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