Lula rompe barreira contra ele do poder midiático conservador ao priorizar mídia independente

Mídia conservadora é preconceituosa contra Lula e, por isso, perdeu acesso ao que gosta, ou seja, de ter a primazia da informação, escreve César Fonseca

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Lula (Foto: Ricardo Stuckert)


Por Cesar Fonseca

A mídia conservadora está, agora, bebendo “água suja” da mídia independente; como atua preconceituosamente em relação a Lula, vendo-o, apenas, do ponto de vista ideológico e não como o produtor nato de notícias políticas, ficou, de certa forma, sem acesso ao que gosta, ou seja, de ter a primazia da informação; o que faz a vida do Globo, do Estadão, da Folha, do Correio Braziliense etc? A satisfação do furo jornalístico, é claro; mas como essa mídia burguesa reserva a Lula o desprezo e a maledicência, com os quais tratam os interesses dos socialmente excluídos, esquece que ele, na campanha eleitoral que se inicia, está no comando dos fatos por ser o alvo preferencial do eleitorado, já que bomba nas pesquisas.

O que deveria fazer para praticar verdadeiro jornalismo? Buscar Lula como produto exclusivo para satisfazer os seus leitores, como tem feito a mídia internacional; Lula, no exterior, é sensação, é santo que faz milagre fora de casa, não porque seja isso ou aquilo, mas porque sua presença e sua fala conquistou espaço obrigatório para ser revelado; aqui dentro cuidam de esconder o cara; não o tratam como prioridade, como fato, mas como se fosse o anti-fato; jamais dão uma manchete com ele, salvo para tentar destruí-lo, para não dar repercussão ao nome dele que é mercadoria que o consumidor quer comprar; como a justiça jogou por terra as acusações falsas contra ele produzidas pela Lava Jato, buscam não noticiá-lo, como se isso fosse solução para apagá-lo; o eleitorado é mais inteligente que a mídia conservadora, que, nesse particular, revela-se burra.

Esconderam-no inutilmente

Jamais se viu, enquanto esteve preso (580 dias!!!), algum jornalista desses grandes jornais falar com ele, perscrutar o seu futuro, as suas razões, os seus argumentos; não se viu nenhum veículo desses que se julgam respeitáveis ao extremo dar cartaz ao maior líder político nacional, junto com Getúlio Vargas; ao contrário, tentam tratar ambos como se fosse defuntos; não cheiraram a notícia; o mesmo aconteceu com Getúlio, odiado pelo Globo, pelo Estadão, pelo Correio da Manhã, os ban-ban-bans da época (anos 1950/60), empenhados em fazer com Gegê o mesmo que fazem, atualmente, com Lula, ou seja, procurar mantê-lo no ostracismo; precisou que um repórter craque, como Samuel Wainer, fora do circuito do poder midiático dominante, fosse a São Borja, Rio Grande do Sul, nos momentos anteriores à eleição presidencial de 1950, para conversar com o ex-presidente, a fim de tirar dele a frase famosa que balançou o Brasil: “eu voltarei!”; a partir daí tudo mudou.

Mutatis mutandis, hoje, nesta quarta feira, precisou que a mídia independente se reunisse com Lula para tirar dele a confirmação importante: Alckmin é o vice predileto para ele vencer a resistência conservadora para governar o Brasil, sendo eleito; só não será se não quiser; como tem dito que quer aos amigos e correligionários, o fato político mais importante foi parido pela “mídia suja”, assim chamada pela mídia cheirosa, subordinada ao mercado financeiro, contrário à candidatura Lula; não tendo outra saída, a grande mídia está sendo obrigada a beber a água de segunda mão, expelida pelos jornalistas da mídia independente, que não só extraíram de Lula essa notícia quentíssima, importantíssima, mas, também, a que jamais gostaria de não publicar, isto é, que o ex-presidente não ficará refém da Faria Lima para tocar sua política econômica. 

Sem medo de ser feliz

Extrovertido, sem medo de ser feliz, dono da sua performance, disse mais: que, se eleito, chama o presidente do Banco Central independente para dizer que vai discutir, sim, o assunto proibido pelo poder neoliberal que deu o golpe em 2016, o teto de gastos sociais, mas, igualmente, exigirá teto para despesas financeiras, teto para o emprego, para os investimentos produtivos, o escambau etc; por que garantir verbas ilimitadas para a banca e deixar a sociedade padecendo na escassez da oferta de serviços públicos em plena pandemia, deixando a população mais pobre, inclusive, sem máscara contra os vírus que se multiplicam? Lula colocou, praticamente, às escâncaras sua futura atuação, eleito presidente pelo voto popular; caiu, portanto, uma barreira de silêncio sobre o assunto; pior para a grande mídia foi ela não dar essa informação; ao contrário, foi bebê-la nas águas da mídia alternativa, considerada imprópria, suja pelo Estadão, pela Folha, pelo Globo e que tais, associados à sua visão ideológica conservadora, golpista, reacionária elitizada etc.

GloboNews, cadê você?

Ora, por que uma GloboNews, com todo o seu aparato capaz de dar velocidade à informação, tipo essa que Lula deu, hoje, em grande estilo, ainda, não chamou o ex-presidente para uma entrevista? Lula se negaria? Claro que não! Mas é aquele tal negócio: na mídia reacionária, Globo à frente, como diz o grande fotógrafo Orlando Brito, no Facebook, o que menos se vê é a informação, mas propaganda de si mesmos que os informantes jornalistas promovem, num espetáculo de autopromoção, algo sacal; pura babação de ovo entre os profissionais como se fossem eles a notícia e não os divulgadores dela.

Como não oferecem o que é, realmente, substantivo, ou seja, uma fala clara, explícita, esclarecedora de Lula sobre o que é essencial à sociedade nesse momento em que se inicia a campanha eleitoral que decidirá o futuro do Brasil, acabam sendo ultrapassados; extrovertidamente, Lula deu o seu recado; sem chão, lá se foram os sites da mídia conservadora correrem atrás do poder midiático independente que cresce na preferência popular como antídoto à mentira midiática dependente do capital da Faria Lima.

O poder midiático enganador auto-promocional passa a ter acesso de segunda mão, porque a sua orientação ideológica não cuida de priorizar a notícia mas a versão dela que eles mesmo fabricam para enganar eleitores e eleitoras; Lula rompeu a barreira e, por isso, é o fato novo que os reacionários têm que divulgar dar para não perderem o público.

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