Lula transformou “Vidas Secas” numa obra de ficção

Luiz Inácio, pernambucano, fugiu da seca e da fome e migrou para o Sudeste como um personagem de "Vidas Secas". Conseguiu se formar torneiro mecânico, entrou para o sindicato e, após uma vida dedicada a lutar pelos direitos dos trabalhadores, foi eleito presidente da República em 2002, transformado na maior liderança popular do século XX

Luiz Inácio, pernambucano, fugiu da seca e da fome e migrou para o Sudeste como um personagem de "Vidas Secas". Conseguiu se formar torneiro mecânico, entrou para o sindicato e, após uma vida dedicada a lutar pelos direitos dos trabalhadores, foi eleito presidente da República em 2002, transformado na maior liderança popular do século XX
Luiz Inácio, pernambucano, fugiu da seca e da fome e migrou para o Sudeste como um personagem de "Vidas Secas". Conseguiu se formar torneiro mecânico, entrou para o sindicato e, após uma vida dedicada a lutar pelos direitos dos trabalhadores, foi eleito presidente da República em 2002, transformado na maior liderança popular do século XX (Foto: Paulo Teixeira)
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Hoje é aniversário do Lula.

Graciliano Ramos, se fosse vivo, também faria aniversário.

O primeiro completa 70 anos.

O segundo completaria 123.

Dois brasileiros, dois nordestinos, dois cabras que deixaram suas marcas na luta pela justiça social e pelos quais tenho enorme respeito e grande admiração.

Graciliano Ramos, alagoano, foi um dos escritores mais brilhantes do Brasil. Um escritor engajado, sensível, que em diversas obras voltou sua atenção para os temas sociais, a desigualdade, a injustiça, sobretudo para os flagelos da seca e da fome, personagens principais de seu livro mais famoso, "Vidas Secas".

Luiz Inácio, pernambucano, fugiu da seca e da fome e migrou para o Sudeste como um personagem de "Vidas Secas". Conseguiu se formar torneiro mecânico, entrou para o sindicato e, após uma vida dedicada a lutar pelos direitos dos trabalhadores, foi eleito presidente da República em 2002, transformado na maior liderança popular do século XX.

Graciliano e Lula foram presos pela repressão dos períodos ditatoriais, o primeiro no Estado Novo e o segundo na Ditadura pós-1964. Ambos saíram do cárcere ainda mais fortes, renovados, inspirados.

Os caminhos dos dois se cruzaram na primeira década do século XXI, da forma mais fascinante possível. Lula, quando presidente, transformou "Vidas Secas" numa obra de ficção. A narrativa documental daquelas páginas, redigidas por Graciliano Ramos há mais de 70 anos, deixou de ser a fotografia do país para virar romance, episódio literário. A miséria de que trata o livro, a fome que ceifava vidas e obrigava centenas de milhares de nordestinos a migrar para o Sudeste todos os anos, espremidos em paus de arara com um punhado de rapadura no bornal, sem nenhuma garantia de pouso ou trabalho, tudo isso virou ficção desde que Lula chegou ao Palácio do Planalto. Foi graças ao Fome Zero e ao Bolsa Família, um programa copiado em dezenas de outros países que garante uma renda mínima e uma rede de direitos fundamentais, foi graças à mais ousada política de transferência de renda já implantada neste país, que o desemprego baixou para apenas um dígito e o Brasil foi retirado do mapa da fome da ONU.

Melhor assim. Bem melhor.

"Vidas Secas" só é bonito na ficção.

27 de outubro, um dia de tirar o chapéu.

#Lula70

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