Madonna vai à guerra

"Peituda, Madonna posou no morro da Previdência ao lado de uma suposta escolta de PMs. (Nunca se sabe, quando se trata de Madonna se é vida real ou clip)", escreve Alex Solnik, colunista do 247; ele analisa o contexto da visita da pop star a um morro no Rio de Janeiro, cujos registros de violência já ganham contornos de guerra civil; "Ela não pediu licença a ninguém, foi lá e pronto. Subir ao morro, hoje, não é turismo. É roleta russa. É o que contam as notícias diárias. O morro carioca, berço do samba, romântico nos anos 50, como o conhecemos nas obras-primas de Nelson Pereira dos Santos virou território de bala perdida", diz Solnik

"Peituda, Madonna posou no morro da Previdência ao lado de uma suposta escolta de PMs. (Nunca se sabe, quando se trata de Madonna se é vida real ou clip)", escreve Alex Solnik, colunista do 247; ele analisa o contexto da visita da pop star a um morro no Rio de Janeiro, cujos registros de violência já ganham contornos de guerra civil; "Ela não pediu licença a ninguém, foi lá e pronto. Subir ao morro, hoje, não é turismo. É roleta russa. É o que contam as notícias diárias. O morro carioca, berço do samba, romântico nos anos 50, como o conhecemos nas obras-primas de Nelson Pereira dos Santos virou território de bala perdida", diz Solnik
"Peituda, Madonna posou no morro da Previdência ao lado de uma suposta escolta de PMs. (Nunca se sabe, quando se trata de Madonna se é vida real ou clip)", escreve Alex Solnik, colunista do 247; ele analisa o contexto da visita da pop star a um morro no Rio de Janeiro, cujos registros de violência já ganham contornos de guerra civil; "Ela não pediu licença a ninguém, foi lá e pronto. Subir ao morro, hoje, não é turismo. É roleta russa. É o que contam as notícias diárias. O morro carioca, berço do samba, romântico nos anos 50, como o conhecemos nas obras-primas de Nelson Pereira dos Santos virou território de bala perdida", diz Solnik (Foto: Alex Solnik)

Peituda, Madonna posou no morro da Previdência ao lado de uma suposta escolta de PMs. (Nunca se sabe, quando se trata de Madonna se é vida real ou clip.)

E a foto bombou no mundo, é claro.

Fez cara de invocada, tipo "ninguém me impede de ir aonde eu quero".

Ou então: "não dou satisfações"!

Ela não pediu licença a ninguém, foi lá e pronto.

Subir ao morro, hoje, não é turismo. É roleta russa.

É o que contam as notícias diárias.

O morro carioca, berço do samba, romântico nos anos 50, como o conhecemos nas obras-primas de Nelson Pereira dos Santos virou território de bala perdida.

E bala perdida não escolhe anônimo ou celebridade.

Madonna mandou uma mensagem através da roupa de camuflagem com que se fez fotografar:

- Esta é uma zona de guerra.

E quem ainda não estava sabendo, agora ficou.

Se é assim, o Rio deve ser tratado como todas as áreas conflagradas do mundo: não só com repressão.

Guerras podem ter tréguas.

Podem ter acordos de paz.

Até agora só foi tentado o caminho da repressão.

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