Maduro impõe chavismo a Trump

Comparar Maduro, "ditador", com Bolsonaro, "democrata", que não está nem aí para os 50 mil mortos na pandemia, por absoluto desleixo, é brincadeira. O chavismo, por meio de Maduro, respaldado, popularmente, impõe a sua força e se transforma em norte para a América do Sul, no cenário pós pandemia do coronavírus

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Que coisa, heim! Há semanas, o imperador do norte queria bombardear Caracas, para tomar petróleo na mão grande. Tentou, ridiculamente, até um repeteco tipo invasão da Baia dos Porcos, como Kennedy tentou, em 1961, contra Cuba, para derrotar Fidel Castro. Mas, um grupo de pescadores venezuelanos prenderam os marginais mercenários pagos pela Casa Branca para pegar o touro(Maduro) à unha. Levaram chumbo nas asas. Um vexame. 

Apoiado pelas Forças Armadas e milicias populares de esquerda, Maduro está firme no comando, com apoio da Rússia e da China. Diante disso, Trump imperador, precisando do voto latino, nos Estados Unidos, para tentar segundo mandato, recuou. Começou a puxar saco de Maduro. Diz que foi enganado pelo pessoal do Dep State, então comandado por Bolt/Pentágono, para remover o presidente venezuelano à força. Precisa dos votos, por isso, volta atrás. E, agora, demoniza o Guaidó, esse mau elemento, apoiado, a pedido da Casa Branca, por todos os viralatas latino-americanos, salvo Argentina e México. 

Bolsonaro chegou a expulsar diplomatas venezuelanos a pedido de Trump/Guaidó. Se lascou. Vai apoiar Maduro, agora que Trump mudou de posição? A geopolítica sulamericana mudou, minha gente. O peso de Putin, Rússia, e Jiping, China, no continente, é significativo. Balança a Doutrina Monroe, que, desde 1823, impõe a regra geral de que América do Sul é quintal de Washington. As bombas atômicas russo-chineses, ancoradas no poder financeiro dos BRICs, bem como a supremacia chinesa, no comércio internacional, desbancando EUA, impõem a nova geopolítica sulamericana. 

Bolsonaro continuará martelando no equívoco de ficar demonizando a China, maior consumidora do agronegócio brasileiro, para dar preferência aos Estados Unidos que, por aqui, não compra nem um grãozinho de soja, nem de feijão, nem de milho? Onde está a realpolitik? Essa, agora, do imperador do norte pedir desculpa a Maduro, é demais. Como ficarão os defensores do golpe americano contra o presidente chavista, que está brilhando, no ataque à Covid-19, sustentando os trabalhadores em casa, garantindo-lhes renda e, de quebra, um bujão de gás, para consumo familiar? 

Comparar Maduro, "ditador", com Bolsonaro, "democrata", que não está nem aí para os 50 mil mortos na pandemia, por absoluto desleixo, é brincadeira. O chavismo, por meio de Maduro, respaldado, popularmente, impõe a sua força e se transforma em norte para a América do Sul, no cenário pós pandemia do coronavírus.

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