Mais dois nomes para não esquecer

Luis Carlos Ramiro e Hélio de Oliveira "reforçaram a imundície que o atual governo espalhou sobre as artes e a cultura", diz o colunista Eric Nepomuceno

www.brasil247.com - Luis Carlos Ramiro e Hélio de Oliveira
Luis Carlos Ramiro e Hélio de Oliveira (Foto: Reprodução)


Por Eric Nepomuceno, do Jornalistas pela Democracia 

Os dois vieram do nada, para onde voltarão sendo o que sempre foram: nada. Mas ainda assim vale a pena anotar seus nomes.

Estou falando de Luis Carlos Ramiro e de Hélio de Oliveira.

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O primeiro preside a Biblioteca Nacional. O segundo ocupa a secretaria especial de Cultura, que antes da chegada nefasta de Jair Messias era ministério e teve entre seus titulares luminosidades como Antônio Houaiss, Sérgio Rouanet, Celso Furtado e Gilberto Gil.

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A razão de anotar os nomes dessas nulidades é simples: numa canetada só os dois reforçaram a imundície que o atual governo espalhou sobre as artes e a cultura, destroçando o que foi possível destroçar e tratando de cobrir de estrume o que sobrou.

Foram eles os autores – cumprindo ordens ou num lance extremo de sabujice – da concessão da Ordem do Mérito do Livro, honraria concedida pela Biblioteca Nacional a quem contribui para a literatura, a ninguém menos que Daniel Silveira, o bandoleiro que conta com o afeto e a proteção escandalosa de Jair Messias.

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Ao saber disso, dois nomes de peso e, estes sim, profundamente mergulhados na literatura, Marcos Lucchesi e Antônio Carlos Secchin, se negaram a receber a honraria. E deixaram claro o motivo: jamais admitiriam compartilhar espaço com Daniel Silveira.

Esse cafajeste insultou e ameaçou ministros do Supremo Tribunal Federal, incentivou atos de violência, propôs em detalhes um golpe. Por essas e outras façanhas foi condenado pela corte suprema de Justiça, e, claro, de imediato indultado – recebeu uma “graça” – por Jais Messias. 

Agora é homenageado nada menos que pela Biblioteca Nacional, que ele certamente nem sabe onde fica. 

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Aí está mais um exemplo claro de atos que não têm outro resultado que espalhar estrume na vida brasileira.

Conceder a Ordem do Mérito – seja do livro, seja do que for – a Daniel Silveira é um reflexo nítido de que este governo não tem limites, a cada dia supera o que parecia insuperável. 

Seu único verdadeiro mérito demonstrado até agora não dependeu nem dele, mas de Jair Messias: atropelar a Justiça.

É tudo muito assombroso, tudo muito abjeto, tudo muito escandaloso, tudo muito perigoso neste país náufrago.

Vale reiterar: anotem os nomes de Luis Carlos Ramiro e Hélio de OIiveira. Essas duas asquerosidades voltarão para o nada, mas já deixaram suas pegadas enlodaçadas no chão da Biblioteca Nacional.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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