Mais política e menos marketing

Quem se apresenta apenas como um gestor está negando que a Política é o único caminho garantidor do Estado Democrático, este destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade pluralista e sem preconceitos

Câmara PEC reforma política coligações
Câmara PEC reforma política coligações (Foto: Pedro Maciel)
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Gestão pública é o termo que designa um campo de conhecimento e da ação relacionados às organizações cuja missão é atender demandas de interesse público ou que a este afeto. Abrange áreas como Recursos Humanos, Finanças Públicas e Políticas Públicas, entre outras.

Uma organização, privada ou pública, tendo interesses e atribuições que afetem toda a comunidade deve observar regras e princípios da gestão pública.

Quando pensamos em gestão pública temos de relacioná-la com todo o corpo público (funcionários públicos, dinheiro público, patrimônio público), bem como em organizar, estudar e estruturar as áreas das estruturas e órgãos públicos.

E ainda do ponto de vista do ensino a gestão pública é mais antiga, está ligada à formação dos Estados modernos e como suas atividades do setor público devem desenvolver suas atividades para cumprir o comando da Constituição Federal, que é uma Carta Política e não um manual de gestão pública.

Nesses tempos de uma crise institucional sem precedentes, cuja consequência é significativo e profundo abalo na confiança das pessoas em relação aos políticos em geral, surgiu um discurso maroto que nega a Política e afirmando ser a gestão o caminho para a salvação das cidades, estados e do país.

Será isso razoável? Será que isso faz sentido?

Bem, se considerarmos que todo poder emana do povo e que em seu nome ele é exercido pelos representantes eleitos, sempre na busca do cumprimento do cumprimento dos objetivos e princípios informadores da nossa nação (artigos 3º e 4º da Constituição Federal) e que isso só é possível através da Política, temos que os que se apresentam como gestores ou ignoram ou estão a fazer marketing barato.

Por isso quem se apresenta apenas como um gestor está, s.m.j., negando que a Política, a boa Política, é o único caminho garantidor do Estado Democrático, este destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias.

Em Sumaré há um bom exemplo de como a boa Política é formativa de uma boa gestão.

Por lá o jovem Prefeito Luiz Dalben recebeu a cidade com 147 milhões de reais de dívidas de curto prazo, um orçamento pequeno (quando colocado em perspectiva a importância da cidade na RMC), déficit orçamentário e déficit financeiro sem precedentes, salários e 13º salários pagos em atraso, dentre outras tragédias.

Mas ele tomou duas decisões políticas: (1ª) governar para a população e (2ª) cumprir a lei de responsabilidade fiscal.

Em oito meses além de quitar mais de 1/3 (um terço) da dívida herdada, projeta superávit orçamentário, mantém os fornecedores pagos em dia, pagou antecipadamente parte do 13º salário de 2017, parcelou o 13º de 2016 (que sua sucessora não pagou); e colocou em marcha há 32 obras essenciais na cidade, 23 escolas municipais foram pintadas e receberam manutenção necessária; o Plano Diretor que será apresentado respeitará o interesse público e valorizará o trabalho o espirito empreendedor.

Haveria muito a dizer, mas não se trata de fazer propaganda, o que busco é afirmar que o que determinará uma boa gestão é uma decisão política e não o contrário.

Sem ação cidadã, sem Política, não há sociedade, há apenas barbárie, pois é a Política que dá o tom da gestão, Política é a substantiva, gestão é adjetiva.

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