Manifestação no Rio vira atentado contra democracia

"Numa inciativa ilegal e inconstitucional, simpatizantes do governo Bolsonaro, em manifestação hoje pela manhã em Copacabana, atentaram contra a democracia brasileira: pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF)", avalia o jornalista Ricardo Bruno sobre a micareta fascista no Rio; "Com discursos carregados de ódio, os oradores mais radicais faziam apelo às Forças Armadas para que interviessem no processo político e fechassem às instituições que garantem o estado democrático de direito"

Manifestação no Rio vira atentado contra democracia
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Numa inciativa ilegal e inconstitucional, simpatizantes do governo Bolsonaro, em manifestação hoje pela manhã em Copacabana, atentaram contra a democracia brasileira: pediram o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Com discursos carregados de ódio, os oradores mais radicais faziam apelo às Forças Armadas para que interviessem no processo político e fechassem às instituições que garantem o estado democrático de direito.

A catilinária era mesma da manifestação de ontem na frente da residência do presidente de Câmara, Rodrigo Maia, em São Conrado: palavras de ordem contra as liberdades democráticas e apoio às ações do ministro Sérgio Moro no combate ao crime e à corrupção. Numa clara demonstração de que Rodrigo Maia era um dos alvos centrais da manifestação, os ativistas pró-Bolsonaro exibiram um boneco do presidente da Câmara, em torno do qual bradavam agressões políticas e morais ao parlamentar. No boneco, expressões pejorativas: "Judas" e "171" e imagens das empresas Odebrecht e Gol, em referência às citações de Maia em delações premiadas.

A radicalização destes grupos fez o presidente Bolsonaro se pronunciar em um culto religioso, dizendo que o protesto respeitou as instituições. No entanto, Bolsonaro reforçou as acusações à classe política ao afirmar que os protestos são um recado aos que "teimam com velhas práticas e não permitem que o povo se liberte".

Vários carros de som se concentraram em dois pontos: na altura do Posto 5 e em frente à Rua Xavier da Silveira. No início do ato, o Hino Nacional foi tocado e cantado. Houve queima de fogos.

A estimativa de número de participantes não foi divulgada pelos manifestantes nem pela Polícia Militar. O ato se espalhou da Rua Sá Ferreira até perto da Rua Barão de Ipanema – cerca de 650 metros. Alguns trechos concentraram mais gente e outros ficaram mais vazios.

A maior parte dos manifestantes veste verde e amarelo e muitos seguram bandeiras do Brasil. Em faixas e no carro de som, os participantes pedem a aprovação da reforma da Previdência e do pacote anticrime. A frase "Brasil acima de tudo", lema do presidente, foi gritada em coro.
Dois bonecos de cerca de 5 metros de altura foram inflados no ato: um do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e outro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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