Março promete emoções fortes para Temer

"O governo também terá que enfrentar uma onda de mobilizações em março. Na quarta-feira 8, Dia Internacional da Mulher, estão previstas manifestações em todo o País, que serão marcadas por pautas feministas, mas que também terão o "Fora Temer" como um elemento unificador. Uma semana depois, no dia 15, a Central Única dos Trabalhadores promete uma greve geral. E a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que integra a base de Temer, também organiza protestos contra a reforma da previdência", diz Leonardo Attuch, editor do 247; "Março será o mês decisivo para saber se a “pinguela" cairá ou se chegará até 2018. Se Temer conseguir atravessar esse período, dificilmente deixará de chegar ao fim do mandato"

"O governo também terá que enfrentar uma onda de mobilizações em março. Na quarta-feira 8, Dia Internacional da Mulher, estão previstas manifestações em todo o País, que serão marcadas por pautas feministas, mas que também terão o "Fora Temer" como um elemento unificador. Uma semana depois, no dia 15, a Central Única dos Trabalhadores promete uma greve geral. E a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que integra a base de Temer, também organiza protestos contra a reforma da previdência", diz Leonardo Attuch, editor do 247; "Março será o mês decisivo para saber se a “pinguela" cairá ou se chegará até 2018. Se Temer conseguir atravessar esse período, dificilmente deixará de chegar ao fim do mandato"
"O governo também terá que enfrentar uma onda de mobilizações em março. Na quarta-feira 8, Dia Internacional da Mulher, estão previstas manifestações em todo o País, que serão marcadas por pautas feministas, mas que também terão o "Fora Temer" como um elemento unificador. Uma semana depois, no dia 15, a Central Única dos Trabalhadores promete uma greve geral. E a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que integra a base de Temer, também organiza protestos contra a reforma da previdência", diz Leonardo Attuch, editor do 247; "Março será o mês decisivo para saber se a “pinguela" cairá ou se chegará até 2018. Se Temer conseguir atravessar esse período, dificilmente deixará de chegar ao fim do mandato" (Foto: Leonardo Attuch)

O mês decisivo para o governo de Michel Temer começa nesta Quarta-Feira de Cinzas. Em março, virá o que o procurador Carlos Fernando Lima, integrante da força-tarefa da Lava Jato, definiu como um tsunami na política brasileira, com a abertura das delações da Odebrecht, a maior das empreiteiras brasileiras, que praticamente sequestrou todo o sistema político, colocando-o a serviço de sua própria agenda empresarial.

Sabe-se, desde já, que políticos de todas as cores estão delatados. Mas o ônus maior é sempre de quem está no poder. Temer faz parte da lista da empreiteira, assim como pelo menos seis de seus ministros: Eliseu Padilha, da Casa Civil, Moreira Franco, da Secretaria-Geral, José Serra, do Itamaraty, Bruno Araújo, das Cidades, Marcos Pereira, do Desenvolvimento, e Gilberto Kassab da Ciência e Tecnologia.

A regra anunciada por Temer prevê que apenas ministros denunciados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, serão afastados – o que não deve acontecer imediatamente. A tendência é que Janot peça a abertura de inquéritos ao Supremo Tribunal Federal e o ritmo dessas investigações será ditado pelo ministro Edson Fachin, revisor da Lava Jato na corte. Ainda assim, o estrago na imagem do governo tende a ser forte, num momento em que também serão votadas reformas importantes, como a da Previdência.

Em paralelo, o governo também terá que enfrentar uma onda de mobilizações em março. Na quarta-feira 8, Dia Internacional da Mulher, estão previstas manifestações em todo o País, que serão marcadas por pautas feministas, mas que também terão o "Fora Temer" como um elemento unificador. Uma semana depois, no dia 15, a Central Única dos Trabalhadores promete uma greve geral. E a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), que integra a base de Temer, também organiza protestos contra a reforma da previdência.

Se isso não bastasse, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu ouvir todos os delatores que citam Dilma e Temer na ação em que cogita propor a cassação da chapa Dilma-Temer. Um deles será Marcelo Odebrecht e tudo indica que ele e outros executivos da empreiteira apontarão que doações da empreiteira ao consórcio PT-PMDB tiveram contrapartidas em contratos federais – o que levará o relator a propor a cassação da chapa.

Março será o mês decisivo para saber se a “pinguela" cairá ou se chegará até 2018. Se Temer conseguir atravessar esse período, dificilmente deixará de chegar ao fim do mandato.

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