Marco Temporal

Poema de Cristine Nobre Leite sobre o Marco Temporal

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(Foto: Apib / Divulgação)


Cipó de Aroeira

Marco Temporal

Por Cristine Nobre Leite

Dessa terra eram donos
Em dado tempo e espaço
Não tinham certo embaraço
Até surgirem os colonos
Hoje em meio a abandonos
Índios sem a flecha e arco
Estão juntos num só barco
Reclamam demarcação
Terra vai em discussão
Com esse famoso marco 

Nosso povo originário
Vai ocupando Brasília
Lá circulam, fazem trilha
O protesto é necessário
São uns seis mil no cenário
Dançam , cantam, mostram raça
Esse "Marco" é uma trapaça
É pior que um "Temporal"
Supremo não leve à mal
Livre índio de desgraça 

Tudo é na luz do Direito:
Há "deuses" pra decisões
Malhete de "imprecisões"
E até de saber estreito
Juro que arde no peito
Pensar numa injustiça
Índio não é de preguiça
Precisa cuidar da terra
Ruralista só quer guerra
Deita e rola na cobiça

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