Marshall ou Rousseff?

Perdidos todos estão, os militares perceberam e estão propondo alternativas para tentar corrigir as distorções. Nada é claro ainda, mas parece que vão adotar o modelo da ex-Presidenta Dilma Rousseff, o Plano de Aceleração do Crescimento – o PAC

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A equipe econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes, além de agravar a crise, não tem plano para tirar o Brasil dela. Com grande estardalhaço durante a campanha presidencial e expectativas positivas para o crescimento econômico, o ‘papa’ da economia de Bolsonaro mostrou-se como ele próprio, ineficaz e inepto.  

Teórico do liberalismo, Paulo Guedes não quer admitir que o Estado não gera ineficiência, que somente sairemos desse sistema alquebrado, apodrecido criado por ele e pelo seus frentistas, se houver plano de intervenção estatal na economia.

Os economistas de Bolsonaro me lembraram o dia em que participei, convidado por um amigo, de uma reunião de seleção de emprego, onde o orador tentava convencer aos presentes de que vender joias era o melhor negócio do mundo. O que eu não sabia era que levar um amigo fazia parte da seleção. Assim como a equipe de Guedes e todo o governo, fiquei mais perdido do que cego em tiroteio.

Perdidos todos estão, os militares perceberam e estão propondo alternativas para tentar corrigir as distorções. Nada é claro ainda, mas parece que vão adotar o modelo da ex-Presidenta Dilma Rousseff, o Plano de Aceleração do Crescimento – o PAC.

O general Braga Netto, ministro chefe da Casa Civil, será o coordenador do programa chamado de pró-Brasil que prevê aditamento de R$ 300 bilhões em infraestrutura em parceria público privada e em investimentos públicos.

O programa foi apelidado de plano Marshall brasileiro. O Plano Marshall (conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia), foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado dos Estados Unidos, George Marshall.

A pandemia vai inflexionar os rumos e reconduzir o Estado ao controle dos serviços essenciais, ao desenvolvimento, a criação de empregos e ao bem estar social. De Marshall o programa não tem absolutamente nada, mas de PAC...

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