Marun e Guadagnin: duas danças, dois tempos

O deputado Carlos Marun (PMDB-RS) festejou o enterro da segunda denúncia contra Michel Temer dançando e cantando no plenário da Câmara. A notícia ganhou poucos e ocultas linhas na imprensa, que em março de 2006 conferiu tratamento muito diferente à deputada petista Angela Guadagnin, que ensaiou uns passos de samba no mesmo plenário, após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), que enfrentava um processo de cassação por ter recebido recursos de Marcos Valério no caso mensalão. O episódio ganhou fama como “a dança da pizza”

O deputado Carlos Marun (PMDB-RS) festejou o enterro da segunda denúncia contra Michel Temer dançando e cantando no plenário da Câmara. A notícia ganhou poucos e ocultas linhas na imprensa, que em março de 2006 conferiu tratamento muito diferente à deputada petista Angela Guadagnin, que ensaiou uns passos de samba no mesmo plenário, após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), que enfrentava um processo de cassação por ter recebido recursos de Marcos Valério no caso mensalão. O episódio ganhou fama como “a dança da pizza”
O deputado Carlos Marun (PMDB-RS) festejou o enterro da segunda denúncia contra Michel Temer dançando e cantando no plenário da Câmara. A notícia ganhou poucos e ocultas linhas na imprensa, que em março de 2006 conferiu tratamento muito diferente à deputada petista Angela Guadagnin, que ensaiou uns passos de samba no mesmo plenário, após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), que enfrentava um processo de cassação por ter recebido recursos de Marcos Valério no caso mensalão. O episódio ganhou fama como “a dança da pizza” (Foto: Tereza Cruvinel)

O deputado Carlos Marun (PMDB-RS) festejou o enterro da segunda denúncia contra Michel Temer dançando e cantando no plenário da Câmara. A notícia ganhou poucos e ocultas linhas na imprensa, que em março de 2006 conferiu tratamento muito diferente à deputada petista Angela Guadagnin, que ensaiou uns passos de samba no mesmo plenário, após a absolvição do deputado João Magno (PT-MG), que enfrentava um processo de cassação por ter recebido recursos de Marcos Valério no caso mensalão.

A deputada foi escrachada em todas as mídias, foi capa da Veja e de outras revistas e o episódio ganhou fama como “a dança da pizza”. Uma rápida consulta ao Google mostrará a cobertura espalhafatosa de fato idêntico ao que agora não é tratado como “escárnio” (apesar da rejeição de 95% da população a Temer) mas como mera traquinagem de um governista feliz da vida. Mudam os tempos, mudam os dançarinos de plenário e também a forma como são tratados.

Ângela Guadagnin, deputada pelo PT de São Paulo, pediu desculpas públicas por sua atitude mas não adiantou. Sua carreira política foi triturada por aquela sambadinha no plenário.  Primeiramente, ela teve que renunciar a seu posto no Conselho de Ética. Um mês depois, o então presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), leu no plenário uma censura verbal à sua atitude. Quando ela tentou se reeleger, naquele ano, perdeu 75% por cento dos votos obtidos no pleito anterior e não conseguiu renovar o mandato. A “dança da pizza” voltou a ser notícia, agora associada ao castigo eleitoral aplicado pelos eleitores à ex-deputada. Em 2008 ela tentou se eleger vereadora em São José Campos (SP), onde havia sido prefeita, e não conseguiu. Houve nova exumação do caso da dança pela mídia. A carreira política dela acabou mas o caso da dança seguirá para sempre associado à sua biografia.

Mas qual é mesmo a diferença entre estes dois espetáculos laterais numa noite de votação na Câmara, além do ritmo, do sexo dos dançarinos e do canto desafinado que Marun agregou à sua dança? Só pode ser a filiação partidária.

 

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