MDB ensaia fuga do bolsonarismo

(Foto: Pedro França - Agência Senado)

A senadora Simone Tebet caiu na real: o programa Guedes não dá calça a ninguém, salvo aos especuladores do mercado, que estão enchendo as burras como sempre; o desemprego está aí, tensionando o clima político; as pessoas estão morando nas ruas; a fome grassa nas esquinas; a desigualdade levou o capital a fugir e o a dólar subir etc; desse jeito, diz a senadora do Mato Grosso do Sul, o bolsonarismo, politicamente, esvazia-se.

Ela,emedebista atenta ao sentimento das ruas, para chegar às urnas, no ano que vem, sabe que os que apoiaram Bozo dançarão, se o desemprego e a fome continuarem grassando.

Bolsonaro, também, caiu na real; pediu para Paulo Guedes dar um tempo nas reformas dele; não se traduzem nem em mais emprego nem em melhores aposentadorias; deixa todas as categorias sociais assustadas, com o aumento da desigualdade.

Economistas internacionais, que sabem que a receita Guedes é, socialmente, desastre certo, pregam mais investimentos em programas sociais; não acreditam na austeridade fiscal a qualquer custo.

Os militares, ao lado de Bolsonaro, colocam barbas de molho; temem que se irem às ruas matar, impunemente, como garante nova lei bolsonarista de exclusão de ilicitude, em defesa da ordem, podem colher o pior.
Haveria, aí, sim, fuga em massa de capital, se as ruas encherem de protesto, como está acontecendo no Chile, o modelo ideal de Guedes.
Os militares estão convencidos de que seguir Pinochet-Guedes é a melhor solução?

Temeroso, Bolsonaro, quer dar um tempo no experimentalismo neoliberal enlouquecido; os aliados de Bolsonaro, como denota entrevista de Tebet, tremem diante da expectativa de perderem eleição municipal, em 2020, se o desemprego continuar elevado; o MDB, da senadora matogrossense, sempre usou as eleições municipais para alcançar cacife capaz de influir no poder federal; se não puder repetir essa receita com sucesso, ensaia crítica que já se vê feita por empresários contra o neofascismo bolsonarista identitarista.

Paulo Lemann, grande investidor, jogou a toalha, depois que Bolsonaro aponta para personalidades internacionais, a fim de acusa-las de incêndio na Amazônia.

Demência no ar.

https://oglobo.globo.com/…/paulo-guedes-bolsonaro-apoia-as-…

https://www1.folha.uol.com.br/…/se-economia-nao-reagir-gove…

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