Menos reacionários e mais revolucionários

O combate à corrupção nunca foi uma preocupação das oligarquias brasileiras, pauta que só está na agenda das elites do país quando se trata de governos liderados por partidos que representem a classe trabalhadora. Foi assim com Getúlio, Jango, Juscelino, Lula e agora é com Dilma

Um reacionário nunca quer avanço; é característico dele o conservadorismo, a inércia e sua habilidade para o atraso. O filósofo Karl Max dizia que o sonho que norteia um reacionário é o desejo de fazer girar para trás a roda da história.

É com essa ambição que a oposição no Brasil se move, levando outros seguidores que não aceitam e jamais aceitaram a revolução cidadã que está em curso no Brasil, liderada pelos governos do Partido dos Trabalhadores (Lula – Dilma).

O combate à corrupção nunca foi uma preocupação das oligarquias brasileiras, pauta que só está na agenda das elites do país quando se trata de governos liderados por partidos que representem a classe trabalhadora. Foi assim com Getúlio, Jango, Juscelino, Lula e agora é com Dilma.

Para a história, estamos vivendo um "déjà vu" na política. Se o combate à corrupção fosse mesmo uma preocupação das oligarquias brasileiras teríamos visto repercussão da operação Sanguessuga, com R$ 140 milhões em propinas pagas a 72 parlamentares em troca de emendas destinadas à compra de ambulâncias, superfaturadas em até 260%. Nenhum um deles do PT!

Também não se ouviu grande repercussão ou mobilização dessa mesma elite em função da Operação Sudam, cujos desvios por meio de falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços são superiores a R$ 200 milhões. Dos 143 réus, apenas um foi condenado e recorre da sentença.

Ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1999, através de um desfalque no Banco Central de R$ 1,8 bilhão com acordos escusos, o Banco Marka, de Salvatore Cacciola, conseguiu comprar dólar por um valor mais barato que o ajustado.

Na mesma década, uma máfia atuava no Ministério da Saúde, eclodindo a operação Vampiros da Saúde, onde funcionários e lobistas desviaram dinheiro público, fraudando licitações para a compra de derivados do sangue usados no tratamento de hemofílicos. Foram R$ 2,4 bilhões de prejuízo ao erário público! Isso para não citar a Privataria Tucana, a Operação Pasta Rosa ou o escândalo do Banestado, esse último com um rombo de R$ 42 bilhões aos cofres públicos.

Por outro lado, o PT foi criminalizado no chamado Mensalão, que contabilizou um prejuízo de R$ 55 milhões aos cofres públicos. O mesmo na recente operação intitulada como Lava-Jato, envolvendo 49 parlamentares, sendo apenas sete do PT e onde o PSDB de FHC aparece mais uma vez como investigado.

Precisamos lembrar ainda da falta de autonomia da Polícia Federal antes do Governo do Presidente Lula. Em todo governo FHC foram realizadas somente 26 operações contra 2.226 nos governos do Partido dos Trabalhadores.

Destaco isso não para defender os envolvidos do meu partido nos escândalos de corrupção. A Justiça garante a todos o direito à ampla defesa e, se forem julgados culpados, terão que pagar, pois o nosso partido não nasceu para ser igual aos outros. O que quero destacar é a campanha sistemática da mídia e desses segmentos conservadores (de seus privilégios!) de que somos todos corruptos.

O processo de demonização da sigla partidária segue o velho rito já escrito na história de todos os partidos alinhados com a classe trabalhadora.
Esse histórico sempre foi de conhecimento das oligarquias brasileiras, por isso a onda reacionária presente em algumas manifestações no Brasil não tem como objetivo acabar com a corrupção. A oposição que grita inconformada por ser derrotada quatro vezes seguidas nas urnas, clama pelo simbolismo reacionário, querendo girar mais uma vez a roda da história para trás.

Quando terminou o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a cada cinco minutos uma criança morria de fome, estudar era artigo de luxo e morar não era considerado um direito. Hoje o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU e passamos de 1,5 milhão de estudantes universitários para mais de 7 milhões. Sonho que foi possível realizar com programas como o ProUni, Reuni, Fies. Uma revolução de moradias populares com o Programa Minha Casa Minha Vida sanou boa parte do déficit habitacional em nosso país.

Essa revolução cidadã só foi possível porque os governos do PT colocaram a inclusão na agenda social e política do nosso país, uma alternativa ao espírito reacionário que até então barrava a roda do progresso, dos avanços e das conquistas. Independente de nossas preferências por siglas partidárias, sejamos mais revolucionários e menos reacionários.

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