Militarização universitária em marcha?

Essa aí do presidente de alterar regras(MP 914/19) de escolha de reitores das universidades e diretores dos institutos federais esconde ou não mais uma artimanha autoritária sobre a educação brasileira?

Vai se repetir a mesma manobra que rolou em relação à escolha do atual

Procurador Geral da República, dr. Aras?

Bolsonaro desconsiderou a regra tradicional de indicar numa lista tríplice candidato mais votado em eleição democrática corporativa.

Ele saiu fora da regra e indicou quem quis.

A prerrogativa dele para fazer isso está na lei, pronto e acabou.

Quem vai reclamar?

O mesmo acaba de acontecer relativamente ao indulto de Natal.

Ele indultou quem quis.

O STF concordou, disse que a lei garante etc e tal.

Por que a estória não se repetiria com escolha dos reitores e diretores das universidades e institutos?

A pratica democrática consagrou 1/3 , 1/3, 1/3 de professores, alunos e servidores, respectivamente, para escolha dos dirigentes universitários.
MP de Bolsonaro estabelece que, de agora em diante, prevalece nova proporcionalidade: 70% são escolhas dos professores; 15% dos alunos e 15% dos servidores.

A democracia/autonomia universitária vai para o saco.

E mais: na lista tríplice que é encaminhada ao presidente para escolha do mais votado pela comunidade universitária, pode ocorrer alteração, se ele resolver indicar outro nome.

Trata-se de prerrogativa dele, minha gente.

O STF já deu o seu veredicto.

Vai que Bolsonaro resolva, por exemplo, indicar militar para ser reitor da UnB.

Quem vai dizer não?

O capitão de Mar e Guerra Azevedo(lembram?) pode estar sendo ressuscitado.

Vem aí ou não a militarização universitária, como já ocorre no ensino médio?  

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