“Ministros sem voto” têm cabeça a prêmio na reforma

Jornalista Alex Solnik avalia que "os ministros do PT devem ser os mais atingidos" na reforma ministerial, uma vez que "deputados e senadores petistas não vão votar contra o governo nos momentos decisivos"; "São votos certos. Não precisam ser estimulados por ministérios", diz ele; "Os 'aliados', ao contrário, deverão ser os mais agraciados e os menos afetados, pois a sua fidelidade não é tão compulsória quanto a dos petistas", destaca, citando que "a lista das cabeças cortadas, que já começou com os petistas Pepe Vargas e Arthur Chioro, que nunca tiveram voto, pode prosseguir com Aloizio Mercadante"

Jornalista Alex Solnik avalia que "os ministros do PT devem ser os mais atingidos" na reforma ministerial, uma vez que "deputados e senadores petistas não vão votar contra o governo nos momentos decisivos"; "São votos certos. Não precisam ser estimulados por ministérios", diz ele; "Os 'aliados', ao contrário, deverão ser os mais agraciados e os menos afetados, pois a sua fidelidade não é tão compulsória quanto a dos petistas", destaca, citando que "a lista das cabeças cortadas, que já começou com os petistas Pepe Vargas e Arthur Chioro, que nunca tiveram voto, pode prosseguir com Aloizio Mercadante"
Jornalista Alex Solnik avalia que "os ministros do PT devem ser os mais atingidos" na reforma ministerial, uma vez que "deputados e senadores petistas não vão votar contra o governo nos momentos decisivos"; "São votos certos. Não precisam ser estimulados por ministérios", diz ele; "Os 'aliados', ao contrário, deverão ser os mais agraciados e os menos afetados, pois a sua fidelidade não é tão compulsória quanto a dos petistas", destaca, citando que "a lista das cabeças cortadas, que já começou com os petistas Pepe Vargas e Arthur Chioro, que nunca tiveram voto, pode prosseguir com Aloizio Mercadante" (Foto: Alex Solnik)
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Há três critérios presidindo a reforma ministerial: 1) ministro que não tem voto no Congresso está com a cabeça a prêmio; 2) em ministro do PMDB não se mexe; 3) em ministro do PT se mexe.

A explicação é que essa seria a última oportunidade para a presidente Dilma mudar o seu time com vistas a virar o jogo na Câmara e no Senado, levando em consideração as decisivas votações que se aproximam.

Dessas votações e, portanto, dessas mudanças vai depender a sobrevida do seu governo.

Por isso, o critério da competência foi enviado às favas, o que importa é avaliar o número de votos que o novo ministro pode trazer.

Os ministros do PT devem ser os mais atingidos porque deputados e senadores petistas não vão votar contra o governo nos momentos decisivos. Não há hipótese. São votos certos. Não precisam ser estimulados por ministérios.

Os "aliados", ao contrário, deverão ser os mais agraciados e os menos afetados, pois a sua fidelidade não é tão compulsória quanto a dos petistas. Não vale a pena meter a mão em cumbuca.

A lista das cabeças cortadas que já começou com os petistas Pepe Vargas e Arthur Chioro, que nunca tiveram voto, pode prosseguir com Aloizio Mercadante, que não só não tem voto algum nem na Câmara nem no Senado, como também ajuda a tirar votos do governo sempre que comanda alguma negociação. Por mais que a presidente tenha apreço por ele, numa hora de decisão "amigos, amigos; negócios à parte".

Outro sem voto é o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, que tem outra desvantagem ainda: está na quota da presidente. E quem está na quota da presidente é sempre o primeiro candidato a cair quando o governo precisa de alguma cadeira para negociar. (Vide o episódio Ana de Hollanda, substituída para acomodar e estimular Marta Suplicy a apoiar Fernando Haddad em 2012).

Enquadra-se no perfil dos defenestráveis o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que, além de não ter dito até agora a que veio, não acrescenta voto algum ao governo.

Um aliado cujo ministério subiu no telhado é Aldo Rebelo. Além de nunca ter tido o perfil exigido para um ministro da Ciência e Tecnologia, sua saída não implicaria em mudança de rumo do PCdoB, cujos líderes têm sido os mais aguerridos defensores da presidente. Se eles passassem a atacar o governo, ficariam totalmente desmoralizados.

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