Moro ministro e Lula preso, sinais do Brasil em transe

"Enquanto Lula continua ilegalmente e injustamente preso por meio da farsa jurídica monstruosa da Globo-Lava Jato, o sócio da família Bolsonaro em negócios escusos, Fabrício Queiróz, está sumido, e os conspiradores e traidores da pátria – Sérgio Moro e Deltan Dallanol – que produziram a farsa para prender Lula, continuam exercendo cargos públicos", escreveu o colunista

Moro ministro e Lula preso, sinais do Brasil em transe
Moro ministro e Lula preso, sinais do Brasil em transe (Foto: Reprodução/SBT)
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O Brasil dá sinais de um país em transe, com o Estado de Direito aos frangalhos.

Apesar das revelações impactantes dos crimes cometidos por Sérgio Moro e Deltan Dallagnol na conspiração Globo-Lava Jato, ambos continuam ocupando cargos públicos, como se nada tivesse acontecido.

Moro continua ministro do Bolsonaro e Dallagnol continua procurador em Curitiba.

A permanência de ambos nos respectivos cargos poderá ser prejudicial para a apuração dos fatos e para o transcurso das investigações com independência e isenção.

Os 2 acusados poderão se valer do poder dos cargos que exercem – como, aliás, já vêm fazendo –  para combinarem versões com a Globo, coordenarem estratégias de defesa e dirigirem contra-ofensivas.

Além disso, o livre acesso deles aos gabinetes oficiais é incoerente com a cautela para a proteção das provas e dos dispositivos de comunicação que armazenam informações e dados das práticas criminosas engendradas [não é o caso, naturalmente, de reter o tablet dos respectivos filhos dos 2 implicados, como fizeram com os netos do ex-presidente Lula].

A permanência do Moro no cargo é ainda mais esdrúxula, porque como ministro da Justiça, ele controla a PF, órgão responsável pela investigação dos crimes praticados por ele próprio.

Se, como mero juiz de Curitiba e “Chefe de todos os chefes” da Lava Jato [aqui], Moro mandava e desmandava na PF – sua interferência mais notória na instituição foi a ordem para desobedecer o mandado judicial de soltura do Lula em 8 de julho de 2018 – imagine-se o nível de manipulação que será capaz agora como ministro e chefe institucional direto da PF.

Em entrevista à Pública – Agência de Jornalismo Investigativo [aqui], o jornalista Glenn Greenwald comentou a respeito da índole do Moro, alertando que “a identidade dele [Moro] não é mais de juiz apartidário, agora Moro sabe que é uma figura da direita extremista. E ele vai continuar assim porque todo mundo sabe que Moro não é uma pessoa contra a corrupção mas uma pessoa que faz corrupção quando quiser”.

A situação institucional do país é insustentável, para não dizer absurda.

Enquanto Lula continua ilegalmente e injustamente preso por meio da farsa jurídica monstruosa da Globo-Lava Jato, o sócio da família Bolsonaro em negócios escusos, Fabrício Queiróz, está sumido, e os conspiradores e traidores da pátria – Sérgio Moro e Deltan Dallanol – que produziram a farsa para prender Lula, continuam exercendo cargos públicos.

Uma nação que se pretende soberana e democrática não tolera milicianos como sócios do poder e conspiradores que atentam contra o Estado de Direito para entregar a riqueza do país a estrangeiros.

 

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Obs.: nos EUA, o país a cujos interesses os conspiradores serviram, o crime de alta traição compreende penas de variam de 5 anos a pena de morte – o que inclui também a prisão perpétua.

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