Moro num país tropical

"Que Temer que nada! Que Lula que nada! O cara mais influente do Brasil é o Sérgio Moro", escreve Alex Solnik; para ele, Moro, sozinho, "é mais forte que todos os ministros do STF juntos. Ele é o juiz de primeira instância mais poderoso que os de última"

São Paulo - O juiz federal Sérgio Moro participa do simpósio Lava Jato e Mãos Limpas, realizado no auditório do Ministério Público Federal (Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - O juiz federal Sérgio Moro participa do simpósio Lava Jato e Mãos Limpas, realizado no auditório do Ministério Público Federal (Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Alex Solnik)

Que Temer que nada!

Que Lula que nada!

O cara mais influente do Brasil é o Sérgio Moro.

Tudo muda quando ele toma alguma decisão.

Não se passa um dia sem que saia no jornal, no rádio ou na TV alguma notícia a seu respeito.

Ele, sozinho, é mais forte que todos os ministros do STF juntos.

Ele é o juiz de primeira instância mais poderoso que os de última.

Em apenas uma semana mandou prender Eduardo Cunha, o que o STF se recusava a fazer há um ano.

E Temer e vários ministros estão com as barbas de molho.

Moro não depende de Lula, mas Lula depende de Moro.

Moro decide se o presidente mais popular desde Getúlio tem que ser preso preventivamente, enquanto rolam as investigações a seu respeito.

E quando.

E o que ele decidir, está decidido.

Ele é mais popular que Pelé.

É mais popular que Silvio Santos.

Tem mais poder que Edir Macedo.

Essas coisas só acontecem num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

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