Morte de Marielle custou R$ 200 mil

"O juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro acabou de vez com a dúvida: a morte de Marielle teve mandante e o crime custou R$200 mil. Kalil deferiu o pedido do Ministério Público de declarar réus os acusados Ronnie Lessa e Élcio Vieira. E forneceu detalhes até então ocultos", diz Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia; "Segundo ele, a informação de que Ronnie era o assassino partiu de uma fonte anônima, em telefonema à Polícia do dia 15 de outubro de 2018. O mesmo dia em que o ex-PM Fabrício Queiróz foi exonerado do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A fonte informou que o assassinato fora encomendado por R$ 200 mil. A partir desse dia, Ronnie passou a ser investigado"

Morte de Marielle custou R$ 200 mil
Morte de Marielle custou R$ 200 mil

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

O juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro acabou de vez com a dúvida: a morte de Marielle teve mandante e o crime custou R$200 mil. Kalil deferiu o pedido do Ministério Público de declarar réus os acusados Ronnie Lessa e Élcio Vieira. E forneceu detalhes até então ocultos.

Segundo ele, a informação de que Ronnie era o assassino partiu de uma fonte anônima, em telefonema à Polícia do dia 15 de outubro de 2018. O mesmo dia em que o ex-PM Fabrício Queiróz foi exonerado do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro. A fonte informou que o assassinato fora encomendado por R$200 mil. A partir desse dia, Ronnie passou a ser investigado.

Suas pesquisas na internet a respeito de supostos alvos começaram em 2017. Ele jogava no google frases como “morte ao PSOL”, “morte de Marcelo Freixo”, “ditadura militar”, “Estado Islâmico”, “Lula enforcado”, “Dilma Rousseff morta” e também os nomes da mulher e da filha de Freixo. Numa segunda etapa, a partir de fevereiro de 2018 ele se fixou em Marielle e passou a monitorá-la.

Todas as informações anônimas se confirmaram. O depósito de R$100 mil em espécie feito por Ronnie em sua própria conta a 9 de outubro de 2018, seis dias antes de ser delatado, consta da sentença do juiz como movimentação bancária suspeita e será objeto de novas investigações. Pode ser parte dos R$ 200 mil.

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