Motivação e amor pelo Brasil

O PSDB tem que fazer uma campanha forte e unida para ser a opção a furar a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tem que forçar a barra para ter alguém em condição de dois dígitos que poderá se eleger ou não. Isso é da democracia e amor pelo Brasil.

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Vivemos um dos momentos mais sensíveis da nossa história, no qual a luta de todos deve ser por democracia, por respeito, igualdade e liberdade. Estamos no ano de preparo para as eleições presidenciais, ano em que o Brasil perdeu mais de 530 mil cidadãos e cidadãs para a Covid-19, ano em que vemos a diferenças – que deveriam nos completar – nos dividindo pelos extremismos e preconceitos. É hora de unir brasileiros e brasileiras para escrever uma nova página. E a pauta é uma só: um Brasil melhor para todos.

Esse deve ser o objetivo dos pretensos candidatos à presidência da República. Para que a terceira via se torne viável, é preciso antes abrir mão das vaidades em prol da construção de um projeto para colocar, novamente, o país ‘nos trilhos’ do desenvolvimento econômico, do crescimento social, com mais saúde, mais educação e mais oportunidades.

Acredito que o PSDB – o Partido da Social Democracia Brasileira – tem totais condições para protagonizar esse processo, por toda sua trajetória vitoriosa. Nossos feitos pelo país são muito maiores que de qualquer outro partido como, por exemplo, o Plano Real; a Lei de Responsabilidade Fiscal; a criação de um grande pacote de programas sociais, mais tarde consolidados e transformados no Bolsa família; criação das agências reguladoras de energia elétrica, petróleo e telecomunicações; além da realização de reformas constitucionais, do funcionalismo público e uma forte política de privatizações, que livraram a economia brasileira da hiperinflação, com o país alcançando prestígio internacional.

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O primeiro passo já foi dado com a consolidação das prévias, nas quais sou um dos quatro postulantes à chance de representar o partido na disputa pelo cargo de presidente do Brasil nas eleições 2022, ao lado dos governadores Eduardo Leite (RS) e João Dória (SP) e do senador Tasso Jereissati (CE). Essas eleições internas são fundamentais para que o PSDB se fortaleça, para que modernize seu conceito de social-democracia e volte a ser o partido grande que sempre foi, ou ocupando o cargo de líder da nação, ou sendo aquele responsável por fazer oposição ao governo, com a respeitosa missão de fiscalizar.

Perdemos essa chance em 2018, quando propus prévias ao então presidente do partido Geraldo Alckmin e ele optou por uma coisa que não foi ética: se lançou candidato a presidente da República. Disse a ele que não chegaria a dois dígitos, como não chegou, e promoveria um desmonte no partido, com perdas de deputados, senadores, governadores.

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Agora, a escolha deve ser pelo nome que mais tiver capacidade de motivar, porque, no geral, nossas propostas são parecidas e visam reconstruir o Brasil. Aquele que vencer as prévias partidárias tem que ser claramente apoiado por todos que disputarem até o final. Do mesmo modo que será preciso convergir em torno da candidatura da chamada terceira via entre os partidos de centro. Esse é o caminho a se seguir, sem ambição pessoal.

O PSDB tem que fazer uma campanha forte e unida para ser a opção a furar a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tem que forçar a barra para ter alguém em condição de dois dígitos que poderá se eleger ou não. Isso é da democracia e amor pelo Brasil.

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