Moura Andrade, Mazzili, Moro e a força da verdade

Há documentos do governo dos EUA, vazados pelo Wikileaks, que revelam o treinamento de Sergio Moro e mostram como os trabalhos do juiz federal e da Lava Jato sofrem influência daquele país. O informe da Wikileaks cita ainda assessoria externa em 'tempo real' para os brasileiros

Juiz federal Sérgio Moro
Juiz federal Sérgio Moro (Foto: Pedro Maciel)
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Auro de Moura Andrade era o presidente do congresso quando da renúncia do então presidente Jânio Quadros em agosto de 1961.

Foi Moura Andrade que recebeu a carta-renúncia de Jânio e imediata e diligentemente convocou o Congresso, para em quatro minutos e meio ler a carta, informar que Jânio não estava mais em Brasília, declarar a vacância do cargo presidencial vez que João Goulart encontrava-se fora do Brasil (estava China em viagem oficial) e convidar os parlamentares para a posse do seu sucessor constitucional em dez minutos e em vinte minutos.

Moura Andrade portou-se como um canalha clássico, pois negou a João Goulart o legítimo direito à sucessão de Jânio Quadros e deu posse ao então deputado Ranieri Mazzili, então presidente da Câmara, golpismo em marcha.

Os fatos sinteticamente relembrados acima eram o prenúncio do Golpe de Estado que se avizinhava.

A verdade é inflexível e tem por aliados o Tempo e a História.

O Tempo e a História reservaram a Auro de Moura Andrade e a Ranieri Mazzili uma breve nota de rodapé para qualifica-los como "golpistas".

Personagens desprezíveis que não foram nada a além de lixo não reciclável, sempre a serviço da plutocracia.

Como será que o Tempo e a História registrarão e apresentarão Sérgio Fernando Moro e os Procuradores do MPF de Curitiba?

Creio que as atitudes lesivas ao interesse nacional serão igualmente lembradas como lixo não reciclável e eles apresentados como serviçais de interesses de companhias internacionais.

Há documentos do governo dos EUA, vazados pelo Wikileaks, que revelam o treinamento de Sergio Moro e mostram como os trabalhos do juiz federal e da Lava Jato sofrem influência daquele país. O informe da Wikileaks cita ainda assessoria externa em 'tempo real' para os brasileiros .

Pepe Escobar escreveu sobre isso de forma brilhante e afirmou que a "...Operação Lava Jato teve o mérito de investigar a corrupção, a colusão e o tráfico de influência no Brasil, país no qual tradicionalmente a corrupção corre solta. Mas todos, todos os políticos e todos os partidos políticos teriam de ser investigados – inclusive e sobretudo – porque em todos os casos esses são corruptos conhecidos há muito tempo! – os representantes das elites comprador brasileiras. A Operação Lava Jato não opera igualmente contra todos. Porque o projeto político aliado aos Procuradores do juiz Moro absolutamente não está interessado em fazer "justiça"; a única coisa que interessa a eles é perpetuar uma crise política viciosa, como meio para fazer fracassar a 7ª maior economia do mundo, para, com isso, alcançarem seu Santo Graal: ou aquela velha suja 'mudança de regime', ou algum golpe branco."

Essa é a reflexão de hoje.

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