Mourão é o presidente, visse?

"Está cada vez mais visível – é o general Hamilton Mourão que está no comando. E esse comando com toda certeza é abalizado pelas Forças Armadas", analisa o colunista Hayle Gadelha; para ele, erra quem diz que o vice ocupa o cargo de chanceler; "Ele está indo muito além. Ele é de fato o novo presidente da República. E com respaldo do alto comando militar, aqueles oficiais de muitas estrelas, que a gente não costuma ver, mas sabe que estão por ali, ditando regras, tentando nos dizer o que devemos e o que não devemos fazer"

Mourão é o presidente, visse?
Mourão é o presidente, visse? (Foto: Agência Brasil)

Está cada vez mais visível – é o general Hamilton Mourão que está no comando. E esse comando com toda certeza é abalizado pelas Forças Armadas. Na semana passada, isso foi dito aqui, em função do imbróglio na Venezuela, quando até se cogitou, com a influência óbvia e "organização" trumpista, realizar a tomada de assalto do país vizinho, um de nossos parceiros mais importantes, com quem temos a maior fronteira e dividimos boa parte da floresta amazônica.

Hoje, dia 4, Mathias Alencastro, Pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e doutor em ciência política pela Universidade de Oxford (Inglaterra), em artigo publicado na Folha, diz algo parecido: "Mourão tem pouco mais de três anos para voltar a colocar o Brasil nos eixos do mundo".

Há um grande equívoco nisso tudo. Mourão não ocupa nem nunca pretendeu ocupar o posto de Chanceler - Itamaraty pode ficar tranquilo quanto a isso. Ele está indo muito além. Ele é de fato o novo presidente da República. E com respaldo do alto comando militar, aqueles oficiais de muitas estrelas, que a gente não costuma ver, mas sabe que estão por ali, ditando regras, tentando nos dizer o que devemos e o que não devemos fazer.

Nada mais se faz neste país sem o nihil obstat de Mourão e do alto comando desse grupo militar. Além de comandar isso tudo, Mourão também interfere diretamente na Economia, junto a Paulo Guedes, ou na Justiça de Moro. Como ele mesmo declarou, são "os dois grandes carros-chefes do nosso governo (...) representados pelo Paulo Guedes e pelo ministro Moro, que atacam dois grandes problemas nossos: segurança pública, que é algo que aflige todo mundo no país, e a questão da economia".

Mourão e seus generais têm pouco mais de três anos para voltar a colocar o Brasil nos eixos do mundo que eles imaginam que é o melhor para nós, pobres brasileiros, tristes testemunhas do país que temos em torno. Enquanto isso, Bolsonaro, aquele que ocupa o cargo de presidente, recebe Juan Guaidó no palácio do Planalto...

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