Na ONU: Temer golpista, Dilma estadista

Após enfrentar manifestantes gritando Fora Temer diante do prédio da ONU, ao entrar foi mais uma vez constrangido, pela saída do plenário dos embaixadores da Venezuela, Equador, Costa Rica e Nicarágua, em protesto contra o golpe no Brasil

Nova Iorque - EUA, 20/09/2016. Presidente Michel Temer durante abertura do Debate Geral da 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas - ONU. Foto: Beto Barata/PR
Nova Iorque - EUA, 20/09/2016. Presidente Michel Temer durante abertura do Debate Geral da 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas - ONU. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Chico Vigilante)

Temer falou e falou na ONU e era tudo mentira: nem crescimento econômico, nem desenvolvimento social, nem política externa altiva e generosa ocorrem em seu governo golpista.

Ele disse querer para o Brasil paz, desenvolvimento sustentável e respeito aos direitos humanos. Tudo o que não está sendo feito por ele e seu bando.

Pode ser chamado de paz o que a imprensa estrangeira testemunha diariamente no país onde estudantes, professores, jornalistas, políticos, sindicalistas, homens e mulheres em geral são espancados por policiais nas ruas por defenderem direitos e liberdade de expressão ?

Temer, nos chamou de idiotas ao dizer que defende o Mercosul e a integração latino-americana, não apenas como uma política de governo, mas como prioridade permanente da política externa.

Todos sabemos do papel de Serra no Itamaraty: destruir o Mercosul e a participação brasileira nos BRICs e entregar o pre-sal às grandes petroleiras multinacionais.

Se submetido a um detector de mentiras aquele tom de voz trêmulo e falsiloquente com certeza explodiria o aparelho. Nem mesmo uma máquina suporta sem avarias tão alto nível de hipocrisia.

Dilma, mesmo sentindo o cheiro podre do golpe que tomava conta do país, não atacou Temer em seu último discurso na ONU.

Verdadeira estadista agradeceu aos líderes que expressaram a ela solidariedade e disse ao mundo que os brasileiros souberam vencer o autoritarismo e construir uma democracia e agora saberá impedir retrocessos.

Temer, minusculamente político usa a tribuna da ONU para dissimular, enganar e se defender sem ter sido acusado no âmbito da organização por Dilma.

Após enfrentar manifestantes gritando Fora Temer diante do prédio da ONU, ao entrar foi mais uma vez constrangido, pela saída do plenário dos embaixadores da Venezuela, Equador, Costa Rica e Nicarágua, em protesto contra o golpe no Brasil. Os embaixadores de Cuba e Bolívia decidiram só entrar no recinto após a saída de Temer.

As palavras de Temer sobre suas ações e intenções no governo - nas quais nem ele mesmo acredita - só serviram para as manchetes da grande imprensa comercial e para nos enojar uma vez que serão repetidas à exaustão pelos porta vozes globais do golpe.

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