Na véspera do protesto, Dilma se revigora a partir da Bahia, dialoga e renova compromisso com Nordeste

A atual performance de Dilma traduz a estratégia de governo para levá-la aos Estados, em especial do Norte e Nordeste, assumindo uma postura mais contundente em defesa do mandato e das políticas adotadas para conter a crise econômica

Salvador - BA, 14/08/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante reunião empresarial e Dialoga Bahia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Salvador - BA, 14/08/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante reunião empresarial e Dialoga Bahia. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR (Foto: Walter Santos)
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A Grande Mídia não deu espaços à altura do novo momento da presidenta Dilma Rousseff nos últimos dias em périplos pelos Estados mas, às vésperas das manifestações puxadas pela Oposição, eis que a chefe do executivo federal consolidou em Salvador uma nova fase política em que, mais do que relatar detalhes sobre sua rotina em meio à crise, mostrou-se otimista quanto aos próximos tempos assumindo publicamente sua decisão de renovar os compromissos com o desenvolvimento sócio – econômico do Nordeste.

Se reparar direito, a atual performance de Dilma traduz a estratégia de Governo para levá-la aos Estados, em especial do Norte e Nordeste, como se deu em Boa Vista (Roraima), São Luis ( Maranhão), Juazeiro do Norte e Salvador (Bahia) assumindo uma postura mais contundente em defesa do mandato e das políticas adotadas para conter a crise econômica mas, sobretudo, implodir as articulações localizadas de afastá-la do poder.

Mais do que isso, mesmo levando em conta a seletividade dos públicos para recepciona-la, chama a atenção a desenvoltura de Dilma no diálogo com representantes de diversos setores da sociedade organizada abrigando do setor produtivo às camadas sociais de lutas reconhecidas criando assim um clima de interação política a dar-lhe sustentação nesta fase ainda de turbulências artificializadas.

A RENOVAÇÃO DO NORDESTE

Tanto o governador da Bahia, Rui Costa, quanto o do Maranhão, Flávio Dino, ambos foram duros no discurso inflamado em defesa da Governabilidade da Presidenta, da mesma forma que se posicionaram críticos às ações políticos de setores da Oposição capitaneada pelo PSDB e Aécio deixando claro nas diversas falas de que não aceitarão a quebra da ordem para satisfazer a grupos partidários insatisfeitos com o resultado ainda de 2014.

Em Salvador, durante o programa "Diálogo Brasil", Rui Costa serviu-se do palanque para mostrar números que, segundo ele, traduzem o retrocesso da Oposição ao Governo do PT porque, tomando como exemplo o caso da Bahia, durante todo o tempo o Estado dispunha de apenas uma Universidade, em recado direto à fase ACM, enquanto de Lula até Dilma já são 7 outras universidades federais aguardando a consolidação de mais de 30 outros Institutos Federais de Tecnologias.

O ÓDIO PELA OPÇÃO DO NORDESTE

Pelo que conceituou ao relatar sua rotina de dormir tarde e acordar cedo para dar conta de muitos desafios e tarefas à frente da Presidência, Dilma expôs com distinção, ao final da fala em Salvador, que parte da ira de setores oposicionistas se dá pela opção que os Governos de Lula e o seu fizeram pelo Nordeste, dentro de um compromisso de reduzir as desigualdades tirando milhões de pessoas da miséria.

O saldo dos avanços sociais que, na prática, tem significado redução da exclusão social na cena brasileira, passa pelo papel do Nordeste enquanto região fundamental para o País mas que, durante séculos, não tiveram o tratamento devido e compatível com sua importância.

Dilma deixou a Bahia, antes fora recepcionada em Juazeiro, com a sensação bem resolvida de que o Nordeste cumpre posição estratégica para a retomada do desenvolvimento do País, da mesma forma que não se nega a ser abrigo de apoio ao saldo de seu Governo, apesar da grave crise em curso, porque só quem vive ou conhece de perto a história dos 9 Estados sabe distinguir o que é hoje e era antes a realidade nordestina.

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