Nas marchas e démarches levaram o Brasil à intermitência mental e intestinal

Ao tomar conhecimento de que o ex auditor fiscal do CARF, Paulo Roberto Cortez, foi obrigado a depor mentirosamente à Operação Zelotes que, segundo ele, mentiu com o objetivo de desbloquear os bens dele da ação, retrocedi memorialmente ao início da farsa que nos trouxe ao ponto em que estamos como país

Meu prezado companheiro Mauro Rubem, odontólogo e MD Presidente da Central Única dos Trabalhadores, Goiânia, Goiás

Prezado amigo Mauro,

Ao tomar conhecimento de que o ex advogado e ex auditor fiscal do CARF, Paulo Roberto Cortez, foi obrigado a depor mentirosamente à Operação da Polícia Federal, a chamada Zelotes que, segundo ele, mentiu com o objetivo de desbloquear os bens dele da ação,  como outras tantas, agora claramente denunciadas por demandarem  planos políticos para destruir as empresas nacionais, retrocedi memorialmente ao início da farsa que nos trouxe ao ponto em que estamos como país.

Cortez disse literalmente que “fui obrigado a fazer uma delação premiada, porque, caso contrário, meus bens e valores (todos devidamente declarados e registrados), estariam ainda presos e sem possibilidade de eu os utilizar. Foi esse o negócio que tive com a Procuradoria da República, fazer a delação premiada (para eles se promoverem pelo ‘Brilhante Acordo’), ou então eu somente teria meus bens liberados ao final de todos os processos, o que seria entre uns 15 a 20 anos” (coluna Bela Megale no Jornal online O Globo).

A bem da verdade é fundamental que se diga que Paulo Roberto Cortez não fez outra coisa senão mentir, delatar, trair a verdade e a justiça. Cortez se juntou à turma suja dos delatores, sempre mal vistos como Judas e crucificadores dos justos.

Ressalto, Mauro, que essa mesma Operação Zelotes também persegue o ex presidente Lula a partir de mentiras como a edição de medida provisória para favorecer empresas do setor automotivo em troca de propina, tudo comprovado por ele e os advogados dele de que nada disso aconteceu.

É necessário que se destaque que essa mesma polícia federal, que não é nada autônoma, mas, usada e patrocinada com salários e recursos do dinheiro público, age  em pleno desvio do serviço à segurança, à pátria e ao povo brasileiro, como aconteceu durante a ditadura imperialista-militar que, com esse mesmo órgão também, além dos esquadrões da morte, hoje milicianos,  usou agentes policiais para invadir,  prender, torturar e conduzir perseguidos aos porões fétidos de assassinos como Sérgio Fleury e Brilhante Ustra. Eu mesmo fui vítima dessa violência quando minha casa pastoral foi brutalmente tomada por um bando de policiais federais em Santa Maria, RS, a mando do delegado Máximo Cirano Fortes, apesar de na residência  viverem dois bebês.

A narrativa de Paulo Roberto Cortez levou minha memória aos domingos de 2013 e de 2014 com aquelas turbas feitas manadas berrando pelas ruas do Brasil de que eram milhões de Cunhas, milhões de Sérgio Moro e de outros, hoje reconhecidamente corruptos, criminosos e traidores da pátria. Em julho de 2014 um coral regido pelo pilantra e predador global aecista Luciano Huck, no Estádio Arenão do Corinthians, na abertura da Copa, com transmissão para todo o planeta, fez a suprema humilhação nacional imposta a uma mulher e Presidenta da República ao gritar, coisa que sói a acontecer por “cidadãos de bem”: “ei Dilma, vai tomar no cu”. Ali já soava a sirene anunciando a demolição do Brasil, que chegou rapidamente à instância máxima que vivemos hoje, com intermitência da inteligência e dos intestinos, tudo esparramado a partir do Palácio do Planalto a todos os ministérios e estatais brasileiras, tudo feito latrina e esgoto, habitados por vermes e ratos devoradores da honra, dos direitos, da nação e da pátria.

Ao mencionar o roteiro da desonra, da ignorância e da despolitização da sociedade não o faço para espezinhar nem jogar na cara de coxinhas e da falsa, medíocre e analfabeta classe média as contribuições que deram ao processo terrível dos métodos da mentira, do fascismo e do entreguismo a que nos entrincheiram hoje no Brasil.

Pelo contrário, companheiro, minha proposta é de que nos depuremos dos erros e humildemente nos demos conta de que milhões do nosso povo foram  inocentes inúteis da grande safadeza dos que hoje se sentem livres para ofender e tripudiar sobre os verdadeiros heróis brasileiros, sobre nossa classe trabalhadora e sobre nossas empresas, todas bombardeadas pelas oligarquias das corporações internacionais,  contando com mentirosos e traidores da pátria, como veneno devorador inculcado na vida e nos valores constitucionais.

Efetivamente, companheiro Mauro, a horda de trapalhões a nada nem a ninguém mobiliza. Nesse sentido, não há o que esperarmos de quem  age somente intoxicado pelos encantos mentirosos dos dólares dos poderosos que manipulam midiotoches fáceis. Eles, no máximo, elegem vereadores e deputados nas próximas eleições, que logo são descobertos como fantoches  medíocres e vazios para serem descartados em próximos pleitos manobrados pela burguesia, que não gosta desses puxa sacos.

Até penso que muitos desses setores atrasados podem vir para o nosso lado e com eles travarmos o bom, crítico e honesto debate, como o faço agora.

O que temos mesmo como tarefa é a construção da grande marcha popular da classe trabalhadora, a grande feitora, mas sempre excluída do gozo dos frutos do trabalho, como acontece agora pelos tutchucas e milicianos fascistas.

Não torço jamais pelo princípio do quanto pior, melhor, mas as toneladas de poluentes fecais que descem via Lives, twettes, de entrevistas eivadas de  patadas, de MPs e “deformas” promovidas por asnos teatrais são indícios insuportáveis da tragédia não grega, mas de atores brasileiros, que serviram como soldados inimigos contra nosso povo e nossa pátria,  em plena colaboração com a desgraça do capitalismo, que, como o miliciano mor diz, exala no ambiente ecológico, econômico e político o odor de sua decomposição assassina.

Outrossim, a vida sempre insistente,  mesmo e talvez mais diante das ameaças, chega a hora das marchas ousadas não somente de resistências, mas da  profunda e profícua união nacional, contando no seu núcleo com a classe trabalhadora e não com os acordos apodrecidos ditos institucionais,  modelo Romero Jucá no famoso acordão das raposas com o supremo e tudo,   objetivando estancar as sangrias do capitalismo em processo de morte,  desprezado por ser injusto na geração de escumalhas como as que vimos no Brasil de debilóides com seus cachorros, com seu verde e amarelo, com suas frases violentas e com seus “heróis” pés de barro, irresponsáveis para com a nação, redundando no apodrecimento com os verdadeiros ladrões e corruptos a levar esse poderoso país a derrapar abismo abaixo.

Basta de delações mentirosas aos canalhas e ladrões. Basta de traidores!

Ousar lutar e ousar vencer são marcas do povo em marcha. Venceremos!

Abraços críticos e fraternos,

Dom Orvandil.

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