Neosocialismo estatal peronista argentino na pandemia

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Novo coronavírus dita novas regras econômicas

Nova política monetária na Argentina intervém na economia para evitar bancarrota de grande grupo privado. O presidente peronista usa o Estado para ditar nova regra econômica, com maior participação do Estado em meio à pandemia sanitária produzida pelo novo coronavírus que produz nova relação capital-trabalho. Nela, o Estado ganha protagonismo novo, para alavancar novas estratégias geopolíticas que o setor privado se mostra incapaz de enfrentar e resolver. Novo cenário portenho e latino americano inaugurado pelo Peronismo deixa para trás o neoliberalismo como falsa solução para enfrentar novos desafios nacionais.

Em plena pandemia, tremenda decisão histórica politica nacionalista-socialista-peronista na Argentina.

O presidente Fernandez nacionaliza um dos maiores grupos econômicos cerealistas do pais, assumindo 51% do negócio.

Atuou nesse sentido para evitar bancarrota de grupo privado, grande devedor de banco estatal.

Ou seja, evitou grande prejuízo aos cofres do governo, ao atuar em favor do interesse público.

Evitou o que poderia desencadear na Argentina possivel descarrilhamento da economia portenha, no seu setor mais dinâmico, comercial agroexportador. Nas mãos do Estado, o grupo privado, nacionalizado, socializado, ganha novo conteúdo e qualidade, em nome do interessr popular.

A direita está desesperada.

Lançou mão de favores gordos no Governo Macri, levantando grana preta a juro baixo e mais vantagens fiscais.

Porém, sucumbiu-se diante da pandemia, que balança de cima a baixo o capitalismo mundial em crise profunda, agravada pelo novo coronavirus.

Que fez o governo peronista?

Em vez de injetar bilhões nos especuladores, como está fazendo aqui o Paulo Guedes, salgando carne podre, correu para salvar a bolsa popular.

Os adversarios estão berrando no Clarin: comunista, comunista, comunista!

Mas, Fernandez, em alta com a população, dá a volta por cima.

Diz que joga com interesse nacional, não privado.

Age de acordo com a nova politica econômica monetária, acelerada pela realidade imposta pela pandemia.

Ou srja, o interesse nacional só pode prevalecer pela ação estatal.

Ê o novo normal no capitalusmo em colapso.

Qual a nova orientação macroestrategica politica?

Ainda não se sabe, mas pode estar nascendo um neonacionalismo socialista econômico estatal latinoamericano no rastro do estrago produzido pelo coronavirus.

O setor privado em bancarrota global está já pedindo ao Estado para ser socorrido às pressas. Esse novo processo histórico, desencadeado pela pandemia imporá nova luta do trabalho contra o capital.

O Estado deixaria de ser o comitê executivo da burguesia, como dizia Marx, na Inglaterra neoliberal, do século 19, para se transformar na alavanca socialista, com os trabalhadores, no seculo 21?

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