Ninguém abaixo de Haddad vai ao 2º turno

"De 22 de agosto até agora quem mais subiu foi Haddad (18) e quem mais caiu foi 'nulos' (16). Bolsonaro foi o segundo que mais cresceu (13) e Marina a segunda que mais caiu (12). Ciro, Alckmin e indecisos não se mexeram. Ou seja: Haddad e Bolsonaro cresceram enquanto 'nulos' e Marina minguaram", analisa o colunista Alex Solnik; "O resultado vai depender dos eleitores que dizem votar nulo, dos indecisos e dos de Ciro, Alckmin e Marina que resolverem migrar para o voto útil"

Ninguém abaixo de Haddad vai ao 2º turno
Ninguém abaixo de Haddad vai ao 2º turno (Foto: Stuckert)
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Eu acho que o debate de ontem não terá força suficiente para alterar os resultados apontados pelas pesquisas. Ninguém bateu em Bolsonaro o suficiente para tirar intenções de voto nele. E Haddad também não foi atacado a ponto de perder alguma coisa. A marcha das pesquisas é o melhor termômetro para medir o que poderá sair das urnas depois de amanhã.

No Datafolha de 22 de agosto, o último com Lula, Lula tinha 39, Bolsonaro 19, Marina 8, Alckmin 6, Ciro 5, "nulos" 11, indecisos 3. O Datafolha desse mesmo dia, sem Lula, dava Bolsonaro 22, "nulos" 22, Marina 16, Ciro 10, Alckmin 9, indecisos 6 e Haddad, 4. Ou seja, dos 39 de Lula, 11 iam imediatamente para "nulos", 8 para Marina, 5 para Ciro e 3 para Bolsonaro. Haddad já tinha 4 em pesquisas anteriores. Alckmin e indecisos ficaram na mesma. Na pesquisa de ontem, Bolsonaro tem 35, Haddad 22, Ciro 11, Alckmin 8, "nulos" 6, indecisos 5 e Marina 4.

A saída de Lula alterou completamente o jogo. Marina dobrou sua pontuação, foi de 8 para 16, mas à medida em que o eleitorado percebeu que o candidato de Lula era Haddad, ela foi desidratando até chegar, hoje, à pontuação de Haddad a 22 de agosto (4). Caiu do segundo lugar para o último, atrás, de "nulos" e indecisos.

Ciro também cresceu o dobro quando Lula saiu, de 5 para 10, mas daí em diante não conseguiu subir mais (11).

De 22 de agosto até agora quem mais subiu foi Haddad (18) e quem mais caiu foi "nulos" (16). Bolsonaro foi o segundo que mais cresceu (13) e Marina a segunda que mais caiu (12). Ciro, Alckmin e indecisos não se mexeram. Ou seja: Haddad e Bolsonaro cresceram enquanto "nulos" e Marina minguaram.

Algumas conclusões: 1) nenhum candidato abaixo de Haddad – Ciro, Alckmin e Marina - tem a mínima chance de chegar ao segundo turno; jamais algum candidato com os pontos que eles têm realizou a proeza a três dias da eleição; 2) eleitores de Haddad e de Bolsonaro são os mais convictos, não vão mudar; 3) o clima é, portanto, de segundo turno e 4) o resultado vai depender dos eleitores que dizem votar nulo, dos indecisos e dos de Ciro, Alckmin e Marina que resolverem migrar para o voto útil.

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