Ninguém quer saber de Bolsonaro. Nem Trump

Em referência a Jair Bolsonaro, Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia, afirma que "nenhuma autoridade mundial quer ser sequer fotografada ao lado dele, quanto mais dialogar". O governo dele não "combina com o mundo civilizado", diz o colunista, citando ofensas à primeira-dama francesa, a Michelle Bachelet e exaltação da ditadura de Pinochet

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Essa história de que Bolsonaro cancelou os encontros bilaterais em Nova Iorque por questões de saúde é para boi dormir.

O médico não o proibiu de conversar. Fazer viagem internacional pode e reunião não pode?  

A verdade é que nenhuma autoridade mundial quer ser sequer fotografada ao lado dele, quanto mais dialogar, em razão do conjunto de sua obra, que não combina com o mundo civilizado e em especial devido às ofensas à primeira-ministra alemã, à primeira-dama francesa, à ex-presidente do Chile, à exaltação da ditadura de Pinochet e aos ataques à Amazônia, que o transformaram em vilão internacional em apenas nove meses.

Bolsonaro é tóxico.

Mandou os argentinos rejeitarem Cristina Kirchner. E ela está prestes a ser eleita vice de Alberto Fernández, depois que ele foi à Argentina fazer campanha para Macri.

Também viajou a Israel para ajudar a eleger Netanyahu.  Perdeu de novo. “Bibi” está mais perto da cadeia que da reeleição.

Talvez por isso Trump não demonstre muita empolgação com a visita de seu “amigo”.

À saída de um evento, em Nova Iorque, uma repórter perguntou, agora há pouco, se ele iria se encontrar com Bolsonaro, já que o brasileiro anunciou que jantaria com ele.

Com expressão de enfado, Trump respondeu apenas:

“He’s a good man”.

E foi em frente.

Tudo o que ele não quer é ser visto ao lado do pé frio internacional.

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