No meio do caminho havia um golpe

E assim caminha o Brasil, entre uma pandemia, a debacle econômica, o golpismo de uns e a conivência de outros

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Aqui no Nordeste, quando alguém é insistentemente redundante numa notícia ou num conselho, costumamos dizer que “está chovendo no molhado”.

Digo isso justamente porque não quero “fazer chover no molhado”, mas estamos assistindo, alguns atônitos, outros silenciados ou acovardados, se não coniventes, o presidente Jair Bolsonaro preparando um golpe de Estado. 

E não de agora! 

Ainda antes de sua posse, o jornalista Breno Altman já apontava suas pretensões bonapartistas; e também chamava a atenção para o obsequioso silêncio das instituições e de seus porta-vozes, bem como de líderes políticos, à direita e à esquerda.

O ministro Luís Roberto Barroso, por exemplo, que num passado próximo se manifestava até sobre os resultados de campeonato de várzea ou de “jogo de porrinha”, se reservou a uma mudez tão covarde quanto irresponsável.

(Aliás, devo abrir um parêntese: nesse ponto, provavelmente, o excelentíssimo nos presta um grande favor, pois, nos poupa de suas platitudes e de sua mediocridade pseudo ilustrada.)

A chamada grande mídia, também conhecida como PIG, com seus “jornalões escritos, falados e televisados”, que passou mais de uma década semeando ódio e difundo desinformação, primeiro insuflou o golpismo (como sempre!), tentando surfar no governismo neofascistóide; depois, tentou ignora-lo. 

Pouco adiantou! Se tornou um dos alvos prediletos de nossos neofascistas gospels com seus funcionários e trabalhadores sendo agredidos, inclusive fisicamente, e impedidos de exercerem seus ofícios.

Ainda assim, talvez para não acender lembranças de seu passado-presente, quando se acumpliciaram com as forças armadas para o golpe militar de 1964 e à ditadura que lhe sucedeu, ou com Eduardo Cunha para derrubar a presidente Dilma Rousseff no golpe de 2016, evita colocar o dedo na ferida, isto é, denunciar a crescente ameaça fascio- bolsominionista.

Ao silêncio covarde e conivente, o minion-mor presidente da republiqueta dos Estados Unidos do Brasil aumenta a aposta ou o blefe, tanto faz! Blefa em sua capacidade de perpetrar um golpe de Estado, mas aposta na covardia dos adversários, de hoje e de ontem, para fazê-lo!

E assim caminha o Brasil, entre uma pandemia, a debacle econômica, o golpismo de uns e a conivência de outros. 

A cada aposta e/ou blefe do minion-chefe, um passo é dado ao golpe. E, pelo menos até agora, não lhe apareceu nenhuma pedra no meio do caminho!

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