Nós já sabíamos

Haverá mais algum ministro da Suprema Corte que detenha a confiança (dos valentes e do juiz que estão no grupo de Telegram) ou que seja da turma, esteja alinhado, guarde simpatia, e/ou tenha sido orientando de Fausto Silva?

Então o ministro Fachin é deles... 

Isso está dito, não enquanto bravata, das que se constroem em mesas de boteco, sob influência da noite e do copo, mas numa conversa privada, protegida por criptografia de ponta a ponta, num grupo seletíssimo de procuradores da república responsáveis pela condução da operação lava jato e do juiz que detinha a presidência dos trabalhos investigativos.   

Em Fux, conforme já dissera o julgador que julgava as manobras sombrias dos valentes (singela homenagem a Reinaldo Azevedo) se podia confiar (in Fux we trust). Agora Fachin é deles...   

O Supremo Tribunal Federal, consabido seja, é composto por onze ministros. Se (atenção, Senhores, para o uso da conjunção subordinativa condicionada) Fux e Fachin são, respectivamente, de confiança e deles, restariam quantos para enfrentar sem amarras, com independência e dignidade, nos meandros da belíssima lição dogmática de Sua Santidade (sem favoritismo e com integridade) as demandas da famigerada operação lava jato?   

Haverá mais algum ministro da Suprema Corte que detenha a confiança (dos valentes e do juiz que estão no grupo de Telegram) ou que seja da turma, esteja alinhado, guarde simpatia, e/ou tenha sido orientando de Fausto Silva?  Essa questão não quer calar – ao menos para nós outros...  Fato é que em trinta anos de exercício profissional ininterrupto enquanto advogado, peleando nas mais diversas operações investigativas deflagradas, patrocinando os mais diversos apontados, acreditámos (até então) que apenas duas coisas na vida fossem impossíveis: As prostitutas, em Amsterdam, saírem do bairro vermelho e um elefante voar...  

Parece que já não são. A valente prefeita de Amsterdam, resgatando a dignidade das trabalhadoras do sexo, levantou duas hipóteses: Afastar do bairro vermelho aqueles que estão apenas vagando e espiando ou retirar as meretrizes do bairro histórico.  E o elefante voando neste contexto? Bem Dumbo voltou a nos surpreender e encantar, agora pela fantasia do mago Tim Burton...   

Tá, mas o que é que teriam em comum o bairro vermelho de Amsterdam, Dumbo e o Supremo?    

Talvez nada, mas foi lembrar de Tim Burton para se tronar impossível desimaginar: Se ficarmos só nos dois (o que é de confiança e o que é deles), provavelmente Dumbo possa voar com ambos para o seu circo – afinal, há de haver ofício para quem seja de confiança e deles. Entrementes, se avançar a avalanche dos que não ouviram o Santo Padre, com a debandada do bairro vermelho talvez vague uma ou outra janela...  

E Lula segue preso!

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