Novo desafio para Lula: urna eletrônica sem voto impresso, general no TSE e perigo de fraude eleitoral

O presidente petista deu um salto espetacular na cena política internacional, no seu giro europeu, como se fosse reencarnação da social democracia

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Lula (Foto: Reprodução/Youtube)


Por César Fonseca

General bolsonarista da inteligência, o ex-ministro da Defesa, Fernando Azevedo, comandará, no ano eleitoral, o TSE, a fiscalização da urna eletrônica sem voto impresso na Hora H da totalização dos votos! Terá sido uma boa a esquerda ter apoiado com seu voto no Congresso aprovação da urna eletrônica sem emissão do comprovante do voto pelo eleitor, apenas confiante naquele que fiscalizará o processo sendo homem de confiança do presidente que, diga-se, defendeu o voto impresso, sendo desdenhado pela própria esquerda? Se tivesse sido aprovada como Bolsonaro defendeu - urna eletrônica com voto impresso, como na Venezuela - , estaria ou não desde já isento de qualquer suspeita, ao, evidentemente, vir a dizer "eu não disse?", caso ocorra alguma desgraça antidemocrática? Se quem teoricamente sabe das coisas, como o presidente, alertou para perigo de fraude, quem  somos nós para contestá-lo, estando descolados do conhecimento real do fato no país em que deixou de ser obedecida a Lei de Acesso à Informação(LAI)  pelo próprio homem forte da Abin, general Heleno? Ingenuidade demais tem limites, ou não? O ministro Barroso, presidente do TSE, crente obsessivo na eficácia da urna eletrônica, mesmo sem voto impresso, pode ou não vir a ser desmentido pelos fatos contra os quais alerta o titular do Planalto? Tudo é uma grande incógnita ou mero segredo de Polichinelo? 

Momento Lula e o general no TSE

O mais curioso nisso tudo é  que a indicação do general ocorre no momento em que Lula passa a ser cantado em verso e prosa pelas pesquisas eleitorais como virtual eleito presidente em 2022 antes de ser lançado candidato. Tanto na apuração dos institutos pelo voto espontâneo como pelo estimulado, virou uma barbada. Um clima de já ganhou se espalha quase irresistivelmente deixando contido o próprio pré-candidato petista, como aquele que desconfia do milagre no encadeamento irresistível da sua própria trajetória política. A onda cresce agora embalada pelos próprios adversários. O deputado tucano Aécio Neves, que colocou em suspeita eleição de Dilma Rousseff, em 2014, e partiu para o golpe parlamentar, jurídico, midiático contra ela, em 2016, favorecendo vitória de Bolsonaro, em 2018, depois da justiça  barrar Lula, diz, agora, estar impressionado com a onda Lula em Minas Gerais. Na verdade, parece, em todo o Brasil. 

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Trajetória pela geopolítica latinoamericana

O presidente petista deu um salto espetacular na cena política internacional, no seu giro europeu, como se fosse reencarnação da social democracia no solo arrasado pelo modelo neoliberal em pleno fracasso global. Tudo ganhou velocidade ainda maior depois da monumental recepção política que teve na Argentina, semana passada, em que se destacou como líder latino americano incontestável para fortalecer a democracia no continente, arrasado pelo neoliberalismo ditado por Washington. Animal político de primeira  linha, consciente do seu papel histórico. Lula dá  novos passos, num fôlego político admirável, ao pregar hoje, na esteira do sucesso na Argentina, a criação do Banco Sul como instrumento de desenvolvimento latinoamericano para formatação de nova geopolítica global cujo papel da América Latina ganha nova dimensão internacional. 

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WASHINGTON ALERTA CONTRA LULA

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Tudo isso, naturalmente, desperta, em Washington, receio de que a ascensão política lulista não seja nada boa para o império de Tio Sam e sua Doutrina Monroe de pregar as Américas para os americanos. Todas as forças e artimanhas imperialistas se movimentam para barrar Lula. Por acaso não foi isso que aconteceu em 2018, quando STF pressionado pelo comandante do Exército General Villas Boas, aliado de Washington, negou expedição de habeas corpus para livrar Lula das grades e permitir candidatura dele por meio de arranjos institucionais? Tais fatos, certamente,  deixam ou não  de ser arrolados como fator de perigo para democracia,  quando outro general bolsonarista é  indicado para presidência do TSE, em 2022, a fim de comandar processo eleitoral, em que, mais uma vez, rolam desconfianças sobre urna eletrônica condenada pelo próprio presidente da República por permitir, segundo ele, fraudes na totalização dos votos?

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