Numa democracia, quem decide é o povo

"O voto indireto é uma usurpação do direito do povo de eleger seus governantes. Ninguém deu nenhum tipo de delegação ao atual vice-presidente Michel Temer para conspirar contra o mandato eleitoral consagrado pelo voto popular, menos ainda para um Congresso espúrio expropriar o voto democrático dos brasileiros. Que delegação tem o atual vice presidente para assumir o programa econômico derrotado em todas as últimas quatro eleições e pretender construir uma equipe de governo igualmente derrotada nas eleições?", questiona o colunista Emir Sader; leia a íntegra

"O voto indireto é uma usurpação do direito do povo de eleger seus governantes. Ninguém deu nenhum tipo de delegação ao atual vice-presidente Michel Temer para conspirar contra o mandato eleitoral consagrado pelo voto popular, menos ainda para um Congresso espúrio expropriar o voto democrático dos brasileiros. Que delegação tem o atual vice presidente para assumir o programa econômico derrotado em todas as últimas quatro eleições e pretender construir uma equipe de governo igualmente derrotada nas eleições?", questiona o colunista Emir Sader; leia a íntegra
"O voto indireto é uma usurpação do direito do povo de eleger seus governantes. Ninguém deu nenhum tipo de delegação ao atual vice-presidente Michel Temer para conspirar contra o mandato eleitoral consagrado pelo voto popular, menos ainda para um Congresso espúrio expropriar o voto democrático dos brasileiros. Que delegação tem o atual vice presidente para assumir o programa econômico derrotado em todas as últimas quatro eleições e pretender construir uma equipe de governo igualmente derrotada nas eleições?", questiona o colunista Emir Sader; leia a íntegra (Foto: Emir Sader)
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A última vez que o Brasil teve um presidente eleito pelo voto indireto, foi um desastre para o país. Ao invés de termos o primeiro presidente depois da ditadura eleito pelo voto direto, o Colégio Eleitoral decidiu quem dirigiria o país. Um presidente sem legitimidade, José Sarney, frustrou o processo de democratização e preparou as condições para os retrocessos introduzidos por Fernando Collor de Mello.

Foi um governo do PMDB, que liquidou as possibilidades desse partido seguir tendo um papel fundamental na história política do Brasil. A tal ponto que sua maior expressão, Ulysses Guimarães, teve um desempenho pífio nas primeiras eleições com o voto direto, em 1989.

O voto indireto é uma usurpação do direito do povo de eleger seus governantes. Ninguém deu nenhum tipo de delegação ao atual vice-presidente para conspirar contra o mandato eleitoral consagrado pelo voto popular, menos ainda para um Congresso espúrio expropriar o voto democrático dos brasileiros.

Que delegação tem o atual vice presidente para assumir o programa econômico derrotado em todas as ultimas quatro eleições e pretender construir uma equipe de governo igualmente derrotada nas ultimas quatro eleições? Só a usurpação pode levar um projeto assim a querer governar o pais, sem aval da cidadania.

Nas próximas eleições presidenciais pelo voto direto, Temer ja tem um programa e uma equipe de governo a propor ao pais. Basta que se candidate e verá como os brasileiros se pronunciarão. Essa é via democrática de acesso ao governo.

Quem tem medo que o povo decida quem deve governar o país e até mesmo se o melhor para o país são novas eleições ou uma consulta sobre se esse é o melhor caminho, tem ojeriza do povo e da democracia. A via golpista é totalmente coerente com o programa anti-popular que se pretende implementar, que nunca seria legitimado por eleições.

O movimento contra o golpe tem que passar da denuncia à busca de alternativas politicas, para disputar espaços com os golpistas, que querem dar como fato consumado que vão se apropriar do governo e começar a colocar em pratica suas medidas neoliberais. Defender o mandato da Dilma é uma obrigação de todos os democratas, mas não se trata apenas de defender o que é justo, mas de evitar o golpe e o seu governo e buscar impor alternativa que tenham força e viabilidade.

Os golpistas querem se legitimar pela via dos fatos, alegando que vão impor medidas duras para recuperar a economia e tira-la da crise. Retomam a iniciativa e ocupam os espaços com as especulações sobre os nomes que poriam em pratica o programa que ninguém lhes deu delegação para impor ao pais.

O “Não vai ter golpe”, para se concretizar, precisa disputar alternativas com força de apoio popular e de orientações que deslegitimem o projeto do golpe e possam recuperar para o povo o direito de decidir os destinos do país.

Agora é hora de dizer que o povo não aceita um presidente e um governo impostos por um golpe, que não representam a vontade dos brasileiros e não foram eleitos pelo voto popular. Numa democracia, é o povo quem decide quem o governa.

Quem tem compromisso com a democracia, aceita se submeter à decisão soberana do povo, por meio do voto. Quem quer governar o país, que se submeta às normas democráticas das eleições diretas. Senão está usurpando o governo, expropriando do povo o direito de decisão democrática e tem que ser execrado como golpista.

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